14 junho 2011

Sistema ferroviário urbano do Rio receberá R$ 2,4 bilhões até 2020

o  governo do estado do Rio de Janeiro e a Supervia, concessionária que administra o sistema de trens urbanos da região metropolitana do Rio, anunciaram hoje (14) um investimento de R$ 2,4 bilhões, até 2020, para a melhoria da gestão e operação do sistema ferroviário.
Atualmente, o sistema atende a cerca de 540 mil usuários por dia. O objetivo é que, até o final do ano, o usuário já perceba mudanças estruturais nas estações e nos trens, tanto por meio de obras de reforma, com construções de coberturas, novos acessos, banheiros gratuitos, como nos padrões de limpeza, o que vai gerar mais conforto.
O governo estadual será responsável pela metade do investimento. Serão adquiridos 34 trens da China, que devem entrar em operação no início de 2012.

Já a Supervia ficará responsável pela aquisição de mais 30 trens, pelas reformas e instalação de ar-condicionado, além da implantação de um moderno sistema de sinalização e controle automático da composição, o que aumentará a confiabilidade operacional e tornará a viagem mais rápida, reduzindo o tempo de espera dos passageiros.
De acordo com o presidente da Supervia, Carlos José Cunha, os trens não vão operar mais com horário marcado, mas, sim, por intervalos de, no máximo, seis minutos, dando um padrão de metrô de superfície ao sistema. “A operação por intervalo vai permitir que a gente agregue 35 novas viagens no sistema, nos horários de pico, com a mesma quantidade de trem.

O que representa um acréscimo de 5% a 6% [em viagens] e gera mais disponibilidade de lugares e espaço”, disse Cunha.

A partir de amanhã (15), começará a ser testado o sistema de fidelização das plataformas, destacando, previamente, algumas exclusivamente para embarque, em determinados ramais.

Outro objetivo é que, para a Copa do Mundo de 2014, cuja final será realizada no Estádio do Maracanã, localizado em frente a uma estação ferroviária, todos os 191 trens tenham ar-condicionado.

Também está prevista a redução da idade média das composições, hoje em 35 anos. Em 2014, a previsão é que essa média caia para 16 anos com as novas compras e com a retirada da frota de 49 trens de aço-carbono, com tempo de uso em torno de 50 anos. “Com esses investimentos que serão feitos, certamente mudará a qualidade da vida e da mobilidade do cidadão que usa seus serviços todos os dias, dando mais conforto, segurança e confiança em um transporte de qualidade”, avaliou o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.
Medidas a curto prazo também foram anunciadas, como a revitalização da estação final, a Central do Brasil, que é vista pelo seu potencial turístico. A estação passará por melhorias na iluminação, limpeza e acessibilidade. Haverá redução do vão na plataforma com um dispositivo de borracha e o reordenamento dos espaços comerciais.

A Supervia é composta por uma malha viária de 270 quilômetros, que parte em cinco grandes ramais desde a Estação Central do Brasil, no centro. São 98 estações que atendem à capital e 11 municípios da Baixada Fluminense e região metropolitana do estado

 

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