25 abril 2011

Estações vão virar ‘shoppings’

Proposta é levar produtos e serviços aos passageiros e, de quebra, gerar renda adicional. Plataformas vão ganhar porta de vidro entre o corredor de espera e os trilhos. Elas só vão abrir quando o trem estiver parado

Rio - A concessionária está perto também de iniciar projeto para transformar as estações em shoppings rentáveis para a empresa e úteis para os passageiros. A inovação deverá começar pela Carioca, estação com estrutura mais adequada ao novo modelo. De acordo com a nova concepção, ao pegar o trem pela manhã, o passageiro poderá comprar lanche, jornais e revistas e ter outros serviços.

Além disso, terá acesso a produtos em lojas diversificadas. “A ideia é transformar espaços livres em shoppings práticos e de bom gosto”, explica a diretora de relações institucionais e governamentais do Metrô Rio, Rosa Cassar.

O projeto prevê a construção de lojas para serem alugadas e oferecer serviços para aumentar a receita da empresa com negócios fora da área de transporte. Atualmente, a empresa fatura 93% com transporte e 7% com outras operações. A meta é chegar perto da marca alcançada em Hong Kong, onde o metrô tem receita de 65% com o transporte e de 35% com alugueis e serviços. “Queremos criar atrativos para concentrar pessoas em torno do metrô", resume o presidente do Metrô, José Gustavo Costa.

A substituição das roletas por outras mais modernas também faz parte dos planos para melhorar a viagem dos passageiros. Os modelos adotados devem ser os também usados em Hong Kong, que dispensa o empurrãozinho do usuário. Elas se abrem automaticamente quando o bilhete é passado no sensor.

Entre as novidades nas estações estão também a instalação de portas de plataforma em oito estações: Botafogo, Ipanema, Carioca, Central, Saens Peña, Pavuna, Cinelândia e Uruguai. As portas de plataforma são proteções de vidro que separam o corredor de espera dos trilhos. Se abrem quando o trem para. Se fecham quando o trem sai. O sistema é adotado em outros países para evitar quedas de passageiros nos trilhos quando a estação fica cheia.

Arquivo INFOTRANSP