26 fevereiro 2012

Sindicato oferece curso sobre o papel das ferrovias


Sindicato dos ferroviários da extinta Sorocabana dará em Osasco, São Paulo, no início de março, um curso gratuito sobre opção de transporte que Brasil abandonou por décadas — e precisa voltar à pauta dos grandes temas nacionais.


Em 6 e 8 de março, o Sindicato dos Ferroviários de Trens de Passageiros da Zona Sorocabana oferecerá em sua sede, em Osasco, um curso breve sobre a História da Ferrovia em São Paulo. As duas sessões ocorrerão das 19 às 22h.

O planejamento e a condução do curso estarão aos cuidados do engenheiro de telecomunicações Paulo Roberto Filomeno. Ele é também ferroviarista e historiador, mas seus olhos estão voltados para o futuro. Ao expor o papel dos trens, no longo processo de industrialização de São Paulo; e o súbito fim da expansão ferroviária, no final dos anos 1950, Filomeno quer lançar algumas questões provocadoras. Que interesses teriam levado ao declínio uma malha de transportes limpa, eficiente e acessível? Por que não considerar, agora, sua reabilitação — inclusive para a mobilidade de passageiros? Quais os caminhos para iniciá-la: um trem-bala obscuro e elitista, ou a modernização de milhares de quilômetros de trilhos, que poderia beneficiar um público muito mais vasto, com investimentos comparáveis?

Quem está em São Paulo tem, como opção de transporte para chegar ao sindicato, o próprio trem de subúrbio. A entidade fica a menos de 500 metros da estação Osasco da CPTM, acessível pelas linhas 8 (diamante) e 9 (esmeralda). O serviço é bem menos rápido e confortável do que a metrópole requer e merece — porém, ainda assim, uma alternativa preferível ao automóvel.

Os presentes às duas sessões receberão certificado de participação. Dada a limitação do espaço (que abriga 80 pessoas), as vagas são limitadas. O curso é gratuito. Pessoas interessadas podem inscrever-se por internet (imprensa@sinferp.org.br) ou telefone (11-4620.0721). O sindicato fica na Rua Reverendo João Euclides Pereira, 29, no bairro de Presidente Altino, em Osasco.


 
Trem tipo "pendolino": eficiente e rápido (200 km/h), poderia oferecer mobilidade barata em todo o país.
 

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