09 maio 2014

Metrô de BH recebe simulação de ataque químico em treinamento para a Copa de 2014

A atividade, que durou duas horas, reuniu cerca de 70 pessoas, duas ambulâncias, três caminhões, uma tenda e várias macas




Enquanto o produto foi levado para análise ao laboratório da Fundação Ezequiel Dias (Funed), as vítimas foram encaminhadas a uma tenda de descontaminação (Osvaldo Afonso / Imprensa MG)
Enquanto o produto foi levado para análise ao laboratório da Fundação Ezequiel Dias (Funed), as vítimas foram encaminhadas a uma tenda de descontaminação

O metrô de Belo Horizonte recebeu o primeiro simulado de ataque químico em treinamento para a Copa do Mundo de 2014, na madrugada deste domingo. Este foi o segundo exercício promovido pelo Exército Brasileiro em parceria com o Grupo Interinstitucional de Proteção do Governo do Estado de Minas Gerais, composto pelos órgãos ligados à segurança, trânsito, saúde e meio ambiente para o evento.

Em junho do ano passado, a Praça JK, na Região Centro-Sul da capital, foi cenário da primeira simulação de risco com presença de vítimas contaminadas por agente químico para a Copa das Confederações. A estação de metrô escolhida para o exercício realizado hoje dá acesso ao Expominas, local onde será realizada a Fan Fest, evento das exibições públicas dos jogos do Mundial

A experiência começou com a simulação de uma contaminação de figurantes do Exército dentro do vagão, por um produto químico sufocante. O passo seguinte foi o acionamento do Corpo de Bombeiros para a retirada das vítimas e coleta do material tóxico. Enquanto o produto foi levado para análise ao laboratório da Fundação Ezequiel Dias (Funed), as vítimas foram encaminhadas a uma tenda de descontaminação. Os casos menos graves foram tratados por agentes de saúde no próprio local.

“Os novos detectores biológicos da Funed vão identificar o tipo da substância, em caso de ataques químicos, em um prazo de 24 horas, o que significa um avanço em comparação ao tempo de até 72 horas gastos até então”, explicou a coordenadora do Grupo de Proteção da Funed, Adriane Zacarias Nunes.
 (Osvaldo Afonso / Imprensa MG)

 
Todos os militares e agentes de saúde envolvidos na ação usaram roupas especiais, com máscaras de última geração, para atender às vítimas. Dentro da tenda de descontaminação, o procedimento incluiu banhos com alas separadas para mulheres, homens e feridos. “Belo Horizonte está bem à frente no quesito de ataque com produto contaminante. É a segunda vez que estamos aqui”, disse o capitão Barradas, do 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), do Rio de Janeiro. Após o simulado, todo o grupo é reunido para discussão dos acertos e pontos de atenção.
 
A atividade, que durou duas horas, reuniu cerca de 70 pessoas, duas ambulâncias, três caminhões, uma tenda e várias macas. Participaram o Exército Brasileiro, o Corpo de Bombeiros, a Funed, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a BHTrans e as secretarias de Estado de Meio Ambiente e Saúde. 
 

Arquivo INFOTRANSP