20 abril 2014

Prefeitura da Capital recebe projetos que embasarão edital do Metrô


Cinco empresas devem entregar documentação nesta terça-feira

A Prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado recebem, na terça-feira, os estudos da Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada para o Metrô. 

As cinco empresas interessadas, que pediram duas vezes para prorrogar o prazo final podem entregar a documentação entre 14h e 16h, no Escritório do MetrôPoa.

Os projetos da ATP Engenharia (SP), CR Almeida (PR), Invenpar/Odebrecht (RJ), Triunfo Engenharia (PR) e Queiroz Galvão (RJ) vão subsidiar o edital de licitação e a minuta de contrato da Parceria Público-Privada (PPP). 

Esse edital é que vai definir o vencedor da PPP, responsável pelo projeto executivo e obra (estimada em cinco anos), e a operação e manutenção da linha do Metrô por 25 anos.

Conforme o prefeito José Fortunati, mais de uma proposta pode ser escolhida para a construção do transporte. “Não temos a obrigação de escolher um único projeto. 

Vamos ver os que estão mais adequados ao interesse público”, salientou, no fim do ano passado. 

Como exemplo, ele citou que uma empresa pode apresentar o melhor modelo de material rodante e outra a melhor proposta para estações. 

Se tiver alguma indicação agregada, mas não for escolhida para executar a obra, a empresa vai ser indenizada, garante a Prefeitura. O valor máximo desse repasse é de R$ 4,5 milhões.

O projeto MetrôPoa é orçado em R$ 4,84 bilhões. Desse valor, o Governo Federal promete destinar R$ 1,77 bilhão, o governo estadual entra com R$ 1,08 bilhão, a Prefeitura Municipal com R$ 690 milhões e o parceiro privado com R$ 1,30 bilhão. 

A Prefeitura ainda deve arcar com R$ 195 milhões com desapropriações e R$ 500 milhões (25 parcelas de R$ 20 milhões anuais) como contraprestação do serviço durante a operação, totalizando R$ 1,385 bilhão.

A obra deve empregar a técnica conhecida como 'tatuzão', que escava sem a necessidade de abrir a superfície. 

A abertura do túnel ocorre a cerca de 20 metros de profundidade, sem impacto para o trânsito da cidade.

Critérios de seleção:
• Maior disponibilidade do serviço (horário de operação e frequência);

• Menor tempo de viagem e etapas do processo de deslocamento (informação, acesso, pagamento, espera, deslocamento, transbordo e desembarque);

• Deslocamento, acesso às estações e aos serviços internos, incluindo bilhetagem, embarque, desembarque e interligação com outros modais;

• Infraestrutura de atendimento, estrutura física e equipamentos para interface e informação ao usuário;

• Melhor infraestrutura de assentos, ruído, iluminação, climatização, vibração, facilidades ergonômicas, sanitários e oferta de comércio e serviços;

• Recursos de informação dinâmica e estática, visual e sonora, nos veículos, estações, acessos, no entorno e à distância.

• Planos de emergência, ações preventivas, dispositivos e equipamentos com o objetivo de minimizar os riscos de acidente.

O Metrô de Porto Alegre

Essa é a segunda tentativa de tirar o metrô do papel. 

Em abril do ano passado houve duas manifestações de interesse, mas só a da Odebrecht, que pedia mais de R$ 9 bilhões para tirar a obra do papel, foi classificada. 

A Prefeitura tinha cerca de R$ 2,5 bi para tocar o projeto. Agora são R$ 4,8 bi. 

Uma empresa pública temporária vai ser criada em parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura da Capital para acompanhar a obra. 

O BNDES vai assessorar no projeto e deve ser o financiador tanto da Prefeitura quanto do Piratini.

O metrô da Capital vai ter 10,3 km de traçado em 10 estações entre o Centro e o Triângulo da Assis Brasil, prevendo já a urbanização de toda a área envolvida e com tarifa igualitária a dos ônibus da cidade. 

A previsão mais otimista é de que o início das obras do Metrô ocorra no fim de 2014, com previsão de conclusão no final de 2019. 

Arquivo INFOTRANSP