18 outubro 2012

Governo de São Paulo lança edital para obras de expansão da Linha 2 - Verde do Metrô

Com custo total previsto em R$ 7,7 bilhões, prolongamento da Linha Verde terá 13,5 quilômetros de extensão e receberá 12 novas estações




Cris Castelo Branco/Governo de São Paulo
Na última segunda-feira (15), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou o projeto de expansão da Linha 2 - Verde do Metrô. Com 13,5 quilômetros de extensão, o novo trecho  ligará a estação Vila Prudente à rodovia Presidente Dutra. 
 
A operação será realizada pela própria Companhia do Metrô, e não por consórcios privados, como acontece na Linha 4 - Amarela. 

Atualmente a Linha Verde vai da estação Vila Madalena à Vila Prudente e transporta cerca de 600 mil passageiros diariamente. 

A expectativa é que, com o prolongamento até a rodovia, seja possível atender 1,1 milhão de passageiros por dia, que se deslocam da região leste a noroeste da capital, incluindo Guarulhos, município próximo ao local do terminal na Dutra.

As doze novas estações serão: Orfanato, Água Rasa, Anália Franco, Vila Formosa, Guilherme Giorgi, Nova Manchester, Aricanduva, Penha, Penha de França, Tiquatira, Paulo Freire e Dutra. A Linha 2 - Verde terá interligação com a Linha 3 - Vermelha do Metrô, na estação Penha, e com a futura Linha 6 - Laranja de metrô, na estação Anália Franco, e também com três linhas da CPTM: 11 - Coral, na estação Penha, 12 - Safira e a futura 13 - Jade, na estação Tiquatira.

O investimento total será de 7,7 bilhões de reais, sendo R$ 4 bi para a construção do prolongamento e o restante para outros recursos, que serão totalmente aplicados pelo governo.

http://www.piniweb.com.br/construcao/infra-estrutura/governo-de-sao-paulo-lanca-edital-para-obras-de-expansao-271865-1.asp 

Trabalhadores desempregados não pagam passagem no Metrô e na CPTM

Benefício é concedido a quem está sem trabalho há no mínimo um mês e no máximo 180 dias

O Metrô e a CPTM oferecem um credenciamento especial para trabalhadores desempregados há no mínimo um mês e no máximo 180 dias. 

Para obter o benefício, é necessário ter sido demitido sem justa causa. 

No caso do Metrô, o Bilhete Especial do Desempregado deve ser solicitado na Estação Marechal Deodoro, da Linha 3-Vermelha, de segunda a sexta, das 8h30 às 16h, exceto em feriados e emendas.

Para solicitar o benefício na CPTM, o trabalhador deve comparecer à Estação Barra Funda, de segunda a sexta (exceto em feriados e emendas), das 8h às 16h. 

Para mais informações, o telefone da CPTM. Em ambos os casos, é preciso apresentar os seguintes documentos originais: CPF, RG, Carteira de Trabalho com baixa do último emprego e Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (sem justa causa).

SERVIÇO
Bilhete Especial do Desempregado - Metrô
De segunda a sexta, das 8h30 às 16h (exceto em feriados e emendas)
Estação Marechal Deodoro da Linha 3-Vermelha
Informações: 0800 77 07 722

Credencial para Trabalhadores Desempregados - CPTM
De segunda a sexta, das 8h às 16h (exceto em feriados e emendas) ou até 400 senhas/dia
Estação Barra Funda
Informações: 0800 055 0121

Sites buscam mulher que ficou famosa na web por andar nua no metrô

A “Vênus de Viena” é a nova sensação da Internet. Todos os jornais da Áustria, além de diversos sites da Internet, querem identificar quem é a mulher que “causou” ao andar nua no metrô do país. 

Diversas imagens da jovem já estão circulando pela web, e muitas páginas estão oferecendo benefícios para que ela revele seu nome e o motivo pelo qual desfilou peladona em um meio de transporte público.


Mulher que tira roupa em metrô fuca conhecida como "Venus de Viena" (Foto: Reprodução)Mulher que tira roupa em metrô ficou conhecida como "Vênus de Viena" (Foto: Reprodução)

O mais engraçado do caso é que a mulher simplesmente entrou nua no trem subterrâneo da cidade de Viena, calçando somente um par de botas pretas, e sem estar acompanhada de ninguém.

 Ela pegou o U-Bahn (metrô, em port) próximo à estação de Kardinal-Nagl-Platz e seguiu nele por algumas estações. 

Curiosos, os passageiros do vagão logo sacaram seus celulares e começaram a fotografá-la.

“Eu não acreditei quando ela entrou no metrô. Algumas pessoas logo começaram a fotografar, e ela nem se importou. Aliás, parecia estar posando para as câmeras”, disse uma pessoa que presenciou o fato.

Wiener Linien, operador de transporte público de Viena, levou tudo no bom humor. 

Ele e alguns outros passageiros ficaram mais preocupados com a saúde da mulher do que com o fato de ela estar nua. 

Afinal, andar sem roupa em uma cidade onde o inverno é dos mais rigorosos durante quase todo o ano é, no mínimo, imprudente.

 “Sabemos que cada corpo tem uma percepção diferente da temperatura, mas não acho que nosso metrô seja tão quente a ponto de fazer uma pessoa tirar a roupa”, brincou.

15 outubro 2012

Conheça a Suécia, um dos países com mais projetos de sustentabilidade

http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/videos/t/programas/v/conheca-a-suecia-um-dos-paises-com-mais-projetos-de-sustentabilidade/1731704/

Paris inova ao lançar sistema de carros elétricos para aluguel

http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/videos/t/programas/v/paris-inova-ao-lancar-sistema-de-carros-eletricos-para-aluguel/1740179/

Crescimento das grandes cidades ameaça a qualidade de vida da população

http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/videos/t/programas/v/crescimento-das-grandes-cidades-ameaca-a-qualidade-de-vida-da-populacao/1920403/

Superpopulação das cidades pode ser bom para o meio ambiente, acredita economista

http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/videos/t/programas/v/superpopulacao-das-cidades-pode-ser-bom-para-o-meio-ambiente-acredita-economista/1921415/

Saiba como viver sem carro em São Paulo

http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/videos/t/programas/v/saiba-como-viver-sem-carro-em-sao-paulo/2145545/

Empresário cria livro que afirma ser possível viver sem carro em SP

http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/videos/t/programas/v/empresario-cria-livro-que-afirma-ser-possivel-viver-sem-carro-em-sp/2148091/

Aeromóvel – 1º transporte público de massa movido a ar

O Cidades e Soluções acompanhou com exclusividade a linha de montagem do Aeromóvel, um transporte público de massa, com tecnologia 100% nacional que começa a circular a partir do primeiro semestre de 2013, em Porto Alegre.
 
Por fora, parece um pouco com meios de transporte como trem ou metrô, mas a grande vantagem do Aeromóvel é a fonte de energia que ele utiliza: O ar.
 
Dessa forma, ele se desloca sem ruído ou emissão de poluentes.
 

14 outubro 2012

Mobilidade urbana e publicidade


As bicicletas fazem parte da paisagem da cidade de Barcelona. Há seis anos, no entanto, as ruas do local não eram tão amigáveis ao meio de transporte — eram 80 quilômetros de ciclovias, algo que limitava a circulação das bicicletas para algumas áreas da cidade.

Foi nesse contexto que a empresa Movement enxergou um promissor nicho de negócios, que combina mobilidade urbana com publicidade.


Hoje, Barcelona já ampliou suas ciclovias para 230 quilômetros, fazendo das bikes uma opção comum de transporte para os moradores locais e turistas.


Com esse bem-sucedido exemplo catalão, a Movement veio ao Brasil e escolheu a cidade de Campinas para ser o território experimental de seu projeto. Com a união com a empresa Joie Investimentos, a companhia espanhola formou a Brasil em Movimento, cuja presidência está a cargo de Renato Frison.


A direção-geral da nova empresa está sob a responsabilidade de Adolfo Heras, que cuidou da implantação do projeto em Barcelona e espera repetir o sucesso do modelo europeu em terras nacionais.


“No início, Barcelona não tinha essa cultura de uso de bicicletas, assim como o Brasil ainda não tem.


Esperamos que, aos poucos, as pessoas percebam as vantagens do meio de transporte e do nosso modelo de negócio e que, com isso, as prefeituras passem a se preocupar com a elaboração de uma infraestrutura adequada aos ciclistas”, espera Heras.


Na fase inicial, 200 bicicletas estão disponíveis em 18 estações em diferentes pontos da cidade.


Para ter direito de usar as bicicletas, o usuário paga uma taxa anual de R$ 80, o que lhe confere a utilização ilimitada, mas com algumas regras básicas de tempo e devolução.


Apesar das taxas pagas pelos usuários, o principal motor do projeto da Brasil em Movimento é a publicidade.


Os pacotes de patrocínio envolvem desde a exposição da marca dos anunciantes em todas as bicicletas e estações, como a utilização de apenas alguns veículos e pontos específicos.


Por ainda estar em fase experimental, o projeto de Campinas não tem patrocinadores. O projeto está em expansão para São Caetano no Sul, na Grande São Paulo e a empresa também participa de licitações feitas pelas prefeituras de Florianópolis e de Santos.


Outras iniciativas

A mobilidade sustentável e rápida é uma bandeira que já está sendo levantada, há tempos, por algumas marcas. Desde o ano passado, o Itaú instalou, no Rio de Janeiro, com o apoio da agência Africa, um sistema de locação de bicicletas.


O projeto chegou a São Paulo em maio deste ano.


Com a mesma intenção de estimular o transporte sobre duas rodas, o Bradesco é o principal patrocinador da ciclofaixa de lazer, uma extensão de 9,5 quilômetros em ruas e avenidas da cidade que, aos finais de semana, são reservadas somente aos ciclistas.


http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2012/10/09/Mobilidade-urbana-e-publicidade.html 









Gasto nos transportes

As grandes cidades brasileiras têm na mobilidade urbana um dos graves empecilhos para seu desenvolvimento sustentável.

 A questão é agravada nas regiões metropolitanas, por não haver uma correlação de forças políticas, administrativas e financeiras para equacionar o problema por sua raiz estrutural.

Esse fenômeno se repete em Fortaleza por duas razões distintas: o espaço estreito das avenidas e das ruas e a qualidade do transporte público oferecido à população. Essas limitações sofrem as consequências do aumento acentuado da frota de veículos particulares, os quais já não têm espaço nem para transitar regularmente no sistema viário, nem para estacionar.

A Região Metropolitana de Fortaleza é composta por 15 municípios, espalhados pelas faixas litorânea e sertaneja. Há alguns anos, a circulação por seu entorno se fazia em razão do abastecimento feito na Capital para o Interior, além de outras operações comerciais, financeiras, de importação e exportação.

Esse quadro foi alterado paulatinamente como decorrência do êxodo rural. As estiagens prolongadas forçaram as migrações campo-cidade, priorizando o assentamento na Capital.

Parte desse fluxo de contingente humano procurou fixar residência também nos Municípios próximos, onde os aluguéis eram menores, mas disputando os empregos na Capital. Havia barreiras intransponíveis. As oportunidades de trabalho surgidas no mercado urbano não se coadunavam com a mão de obra oriunda do campo.

No segundo momento, aconteceu o movimento oposto. As indústrias instaladas em Fortaleza, atraídas pelos incentivos fiscais, se viram na contingência de deslocamento para os Municípios vizinhos. A transferência de sedes empresariais era uma imposição do mercado, porque os estímulos reduzem as despesas operacionais, dando a elas condições de melhor competitividade.

Os moradores da Região Metropolitana comprometem 14,7% da renda mensal com os deslocamentos entre cidades. O ônus financeiro no orçamento doméstico, para quem recorre ao veículo particular, é três vezes superior ao do transporte público. 


Há outro aspecto: o custo do transporte privado, na Capital, é bem maior em relação às demais cidades do arco metropolitano.

Essa questão está bem detalhada no estudo promovido pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), denominado "Comunicado nº 154 - Gastos das famílias das regiões metropolitanas brasileiras com transporte urbano". 


O estudo analisa as despesas das famílias brasileiras situadas em nove Regiões Metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador e Belém.

O objetivo do trabalho é investigar o aumento dos gastos com transporte individual, pelas famílias brasileiras, em detrimento das despesas dos deslocamentos por meio do transporte público. 


Na estrutura das cidades estudadas, o uso do carro privado impede o desenvolvimento de sistemas eficientes de transporte coletivo, em razão das barreiras para fluidez do tráfego.

 Por outro lado, não há oferta de transporte público de qualidade e de quantidade da demanda.
 A situação é de um círculo vicioso.

Fortaleza está testando o trem metropolitano e projeta outro sistema de veículos leves sobre trilhos. 


Ambos constituem um avanço considerável, quando estiverem em pleno funcionamento, mas é preciso procurar outras alternativas para esse problema que só tende a piorar.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1191581 

Mobilidade urbana X competitividade: um imobilismo que pode custar caro

Na iminência de grandes eventos ocorrerem em algumas das principais metrópoles brasileiras (Copa do Mundo e Olimpíadas), e tendo em vista o aumento gradativo do poder aquisitivo da população, um tema que merece destaque é o da mobilidade urbana.
Nos últimos anos, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília viram um aumento expressivo na circulação de veículos por suas ruas, fruto de uma demanda que estava reprimida até o advento da nova classe média brasileira. 
Além disso, o fortalecimento de uma cultura que privilegia o individualismo ajuda a explicar o aumento da circulação de veículos nas metrópoles, visto que o cidadão tem substituído o transporte coletivo pelo veículo de uso particular.
Diante desse cenário, os governantes têm se deparado com um problema que está comprometendo a competitividade de muitas empresas e até mesmo a qualidade de vida nos grandes centros urbanos: a ineficiência da engenharia de tráfego.
Quando olhamos apenas para o eixo que liga as duas principais metrópoles nacionais (São Paulo e Rio de Janeiro), outro problema que carece de solução efetiva a curto e médio prazos é o do sistema de transportes (ônibus, trens, metrôs, etc.). 
E isso se deve à conjugação da ausência de qualidade com o alto preço das tarifas praticadas pelos concessionários de transportes públicos.
Em vista disso, nos últimos 6 anos, o tempo médio que uma pessoa que mora a mais de 10 km de distância do Centro do Rio de Janeiro permanece no carro ou no ônibus foi acrescido em cerca de 30 minutos por trecho. 
Sendo assim, por dia, o carioca tem levado mais uma hora para ir e voltar do trabalho no centro econômico e político da capital fluminense. 
Considerando que milhões de pessoas circulam nos dias úteis por essa região da cidade a trabalho e/ou estudo, estamos falando de uma perda econômica em trânsito na casa dos bilhões de reais por ano. 
A conta é bastante simples:
1. Número de pessoas que circulam pelo Centro do Rio de Janeiro => cerca de 2 milhões por dia útil;
2. Tempo adicional de permanência no trânsito nos últimos 6 anos => uma hora por pessoa que utiliza ônibus ou carro e que vive a mais de 10 km do Centro da cidade;
3. Número de dias úteis por mês => em média, 22 dias;
4. Carga horária mensal de um trabalhador => 220 horas; e
5. Salário médio mensal do carioca => R$2.000,00.
Assumindo que cerca de 50% do quantitativo de pessoas que circulam pelo Centro do Rio de Janeiro se refere a pessoas que vivem a mais de 10 km dessa região da cidade, tomam ônibus ou carro diariamente para ir trabalhar lá e que o tempo de percurso é caracterizado como perda integral de capacidade produtiva, estamos falando de um incremento de perda produtiva na capital fluminense da ordem de:
1 hora x 22 dias úteis x 12 meses = 264 horas / ano.
264 horas / 220 horas mensais = 1,2 mês.
1,2 mês x R$2.000,00 x 2.000.000 de pessoas x 50% = R$2,4 bilhões de reais de perda incremental / ano, o que equivale a mais da metade dos gastos efetuados com educação pública no município do Rio de Janeiro no ano de 2012 .
Assim, e considerando o custo que nosso país possui com carga tributária e gargalos de infraestrutura, ficamos cada vez mais para trás na competição com os demais países do BRICS, os Tigres Asiáticos e com países emergentes como Turquia, México e Chile.
Logo, urge uma resposta rápida de nossos governantes e administradores públicos no sentido de mitigar essas ineficiências. 
No caso das regiões metropolitanas, medidas como a ampliação do sistema ferroviário de passageiros, rodízio de veículos de passeio nos dias úteis e descentralização da relevância política e econômica de regiões centrais (o que reduz o movimento pendular) ajudam a reduzir o tempo de permanência em trânsito da população, diminuindo perdas de capacidade produtiva, amenizando o estresse do cidadão e, por conseguinte, melhorando a qualidade de vida de cada indivíduo. 
Ademais, a descentralização política e econômica ajuda a reduzir problemas ambientais nos centros e adjacências dessas cidades, tal é o caso da emissão de poluentes no ar e das ilhas de calor.
Ainda em relação à descentralização supracitada, ações de desoneração tributária e investimento em infraestrutura em outras áreas dos municípios ajudam a redistribuir a atividade econômica nos espaços municipais. 
No caso das empresas, a revisão de métodos e processos de trabalho que estimulem a prática de home office ajudam não só a reduzir o gasto e o desgaste dos trabalhadores com mobilidade, mas também os gastos empresariais com aluguel de espaços cada vez mais valorizados, água, luz, telefone,Internet e manutenção predial. 
No entanto, no caso do home office, tal decisão deve ser acompanhada de um estudo que avalie os prós e os contras de se perder o controle presencial de colaboradores e a relação custo x benefício resultante disso no que concerne à estratégia de negócios, cultura e cadeia de valor das organizações.
Diante do exposto, os tomadores de decisões de organizações públicas e privadas devem repensar a forma como encaram a questão da mobilidade das pessoas, pois ela afeta a competitividade de empresas, regiões e países. 
Se não, pagaremos o preço de não sermos capazes de nos adaptar ao desenvolvimento econômico nacional e de nossos parceiros internacionais. 
Portanto, pense na efetividade global, porém aja sobre a eficiência local.

Engenheiros usam tecnologia de F1 em bike

Bf1 systems, que faz chassis de F1, venderá a Factor 001 em abril. Custando US$ 34 mil, ela conta com aparatos jamais vistos em bicicletas

  Divulgação
Trazendo a tecnologia dos carros de corrida para mais perto da nossa realidade (mas ainda muito longe), os engenheiros da Fórmula 1 criaram uma bicicleta que, de convencional, só tem o formato. 
Desenvolvida fora dos padrões regulamentados pela UCI (União Internacional dos Ciclistas), o órgão gestor do esporte, a bike tem de tudo para ser a mais avançada tecnologicamente do mundo. 

A Factor 001 possui diversos dispositivos eletrônicos integrados para fornecer as principais informações necessárias para o ciclista, desde frequência cardíaca e temperatura da pele a pressão atmosférica e umidade do ambiente. 

O sistema correlaciona os dados biométricos do passeio, os dados físicos da bicicleta e os dados meteorológicos e faz uma análise em tempo real. Antes, isso só era possível em laboratório. 
Todas as informações são gravadas por um computador e podem ser usadas em seguida para estudos e comparações. 

A bike também possui um sistema de GPS integrado, que rastreia a posição geográfica do usuário e o ajuda a chegar ao local desejado. 
Tudo isso é visualizado em uma tela touchscreen montada no guidão. 
Além disso, os freios são de cerâmica e são acionados hidraulicamente, deixando as frenagens mais precisas. 
  Divulgação

Fisicamente, a Factor 001 não difere muito das bicicletas tradicionais.
E isso é espantoso, já que tanta tecnologia prevê fios, cabos de controle, baterias, tudo aparente. Mas seus componentes são bastante sofisticados e bem integrados ao corpo da bike, o que dá a ela uma aparência limpa e organizada. 

Alegando que cada atleta é diferente do outro, a bf1systems – empresa que projeta e executa a parte eletrônica e de chassis da F1 – vai confeccionar a bicicleta sob medida para o comprador e com suas preferências no design, como a possibilidade de ter seu nome gravado no guidão. 

Além de tudo, ela é quase toda feita de fibra de carbono. 
O material a torna mais leve – pesa apenas sete quilos –, além de mais rígida e durável do que as bicicletas convencionais, geralmente feitas de aço ou alumínio.
Este fator, associado a todas as tecnologias da Factor 001 – e, é claro, ao peso do nome Fórmula 1 – deu ao produto um valor altíssimo de venda: US$ 34.000. 
A bike vai começar a ser comercializada em abril deste ano, para um número seleto de compradores.

Uma mão (de tinta) contra o barulho - METRÔ SP

Editora Globo
Créditos: Samuel Rodrigues
Clique aqui para ler o gráfico.
Se a superlotação do Metrô de São Paulo parece longe de um fim, o calor nos vagões e o barulho já são combatidos com uma pincelada tecnológica. 
A companhia começou a aplicar uma camada de tinta spray hi-tech na parte interna dos vagões de trens antigos para fazer o isolamento térmico e acústico do ambiente. 

Como os veículos vão ganhar ar-condicionado, a tinta deve dificultar a entrada de calor externo e abafar o barulhão que o simples passar do trem pelos túneis produz. “Isso graças a uma espécie de ‘efeito Suflair’”, diz Antônio Carlos Storani, químico da Nanotech, empresa que desenvolveu a tecnologia a pedido do Metrô. 
A tinta é composta por milhares de bolinhas de ar — como as do chocolate, mas microscópicas. 
Como o ar é um condutor de calor ruim, a pintura dificulta que a temperatura externa seja transferida ao interior do trem pela parede metálica. 
O mesmo acontece com o som: a estrutura faz as ondas sonoras perderem sua intensidade. 

Isolamento térmico e acústico não é novidade, mas normalmente é feito com materiais como as espumas que cobrem as paredes de estúdios de gravação. 
O isolamento por tinta spray só foi feito em um dos trens da linha vermelha de São Paulo (a ideia é pintar mais 16 unidades até 2014), mas já traz bons resultados.
 Após a aplicação, o nível de ruídos dentro do vagão diminui 33% e a sensação térmica num trem lotado, que poderia chegar aos 32 oC, agora se mantém entre 23 oC e 25 oC. 
O material usado é caro: R$ 30 o metro quadrado de pintura. 
Mas se o custo cair, talvez no futuro consigamos reduzir o barulho da rua com uma simples mãozinha extra de tinta na parede de casa.

Brasil vai ter trem bala

A previsão para conclusão do projeto é para 2020 e a tecnologia pode ser semelhante ao sistema francês. 
O custo estimado do primeiro trem de alta velocidade brasileiro é de R$ 34,6 bilhões. 
Na China, estão sendo construídos cerca de 15 mil quilômetros de linhas com a mesma tecnologia do trem elétrico francês, o TGV. 
Pioneiro no sistema de trens de alta velocidade mundial, o Japão utiliza a tecnologia desde a década de 1960. 
Utilizado em países do mundo inteiro, o sistema de trens de alta velocidade é mais adequado para distâncias médias, entre 200 e mil quilômetros.

Arquivo INFOTRANSP