22 fevereiro 2011

Levitação magnética permitirá construir trem mais rápido do mundo


Tecnologia, que permitirá atingir 498,9 km/h, será utilizada em uma linha que interligará duas cidades japonesas


A maior companhia ferroviária japonesa, a Central Japan Railway Company, divulgou um plano para construir o trem mais rápido do mundo, que atingirá uma velocidade de aproximadamente 498,9 quilômetros por hora (km/h). O projeto utilizará trilhos baseados em levitação magnética, a partir da qual imãs elevarão o trem acima da pista, reduzindo o atrito.

O novo trem, que exigirá investimentos de US$ 64 bilhões, deve estar pronto em 2027. Na época, permitirá que os 286 quilômetros de extensão da linha - que liga Tóquio e Nagoya - sejam percorridos em cerca de 40 minutos, quase metade do tempo demandado hoje, quando o trem atinge 268,7 km/h.

O recorde atual de velocidade em meios de transportes públicos é da China, que alcançou 480Km/h numa viagem entre Pequim e Xangai.

http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/novos_trens_japoneses_poderao_chegar_a_mais_de_490km/h

Empresa apresenta projeto para modernizar corredor metropolitano

Ideia é evitar filas para entrar nos trólebus


O ABCD pode modernizar as paradas do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus - Jabaquara).

A Metra, empresa responsável pela operação do corredor, apresentou nesta segunda-feira um  protótipo de novo tipo de ponto ao governador Geraldo Alckmin e ao secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. O projeto tem o objetivo de ganhar tempo no trajeto.

Na prática significa que o passageiro passará a colocar o bilhete  em uma catraca na entrada da plataforma  e não precisará mais fazer filas para entrar nos trólebus. Além disso, o morador também poderá saber em quanto tempo sua linha vai chegar e informações sobre o intinerário, que seriam exibidas por um painel eletrônico.

O custo para implantação é de cerca de R$ 20 mil por ponto - ao todo, o corredor possui 110 paradas que não utilizadas por 13 linhas. Segundo Fernandes, o governo vai verificar o que é preciso para dar prosseguimento ao projeto. “Vamos estudar a viabilidade, mas queremos colocar em todos os pontos ao final de quatro anos. Podemos fazer uma implantação alternada em vários pontos”, disse o secretário.

O governador também aproveitou a visita na sede da empresa, em São Bernardo, para entregar 26 ônibus novos. Alckmin veio do terminal Jabaquara até a Metra de trólebus e fez elogios ao transporte. “Todos os ônibus que levam passageiros do terminal Ferrazópolis ao de Jabaquara possuem ar condicionado e isso melhora a qualidade do trajeto. A taxa de aprovação do corredor tem o mesmo nível do metrô. Queremos aumentar ainda mais essa qualidade para atrair mais passageiros”, explicou.

De acordo com a Metra, os novos veículos vão beneficiar 250 mil passageiros por dia, pois  tem maior capacidade de transporte. A companhia também informou que são 11 ônibus articulados de 18 metros com capacidade para transportar 116 passageiros e mais 15 do tipo Padron, de 15 metros, que pode ser ocupado por 99 usuários.

Metrô leve

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, informou no final do evento que a decisão de qual das duas opções de trem serão escolhidas, o monotrilho ou veículo leve sobre pneus (VLT), para o Metrô Leve do ABCD ainda não foi tomada. “Ainda não está definido, mas creio que o monotrilho será o escolhido, pois é mais adequado por ser todo elevado. Esse fato diminui o problema com as desapropriações, por exemplo”, afirmou Fernandes que garantiu uma definição nos próximos dias.

O secretário também lembrou que após a escolha é que começará o desenvolvimento do projeto básico que consiste na estruturação da obra. No entanto, esse processo  deve levar  nove meses para ser executado,  e a partir de novembro devem começar os editais de licitação. “Sendo bem realista a obra não começa antes de maio de 2012.”
O orçamento total para a obra é de R$ 3 bilhões, ou seja, uma média de R$ 150 milhões por quilômetro.  O financiamento ficará por conta do Estado e prefeituras de São Caetano, São Bernardo e Santo André. O Metrô Leve terá 20 quilômetros de extensão e vai do Metrô Tamanduateí ao Bairro do Alvarenga, em São Bernardo.

Melhorias




Proposta de nova parada tem o objetivo de economizar  tempo. Para o secretário Jurandir Fernandes a ideia é positiva. “Hoje um ônibus fica parado um minuto em cada  ponto. A parada será mais rápida, pois o usuário já pagou.”
A Metra, empresa responsável pela operação do Corredor ABD (São Mateus -Jabaquara) aposta no conforto dos usuários para manter nível de aprovação. Os  26 novos ônibus possuem ar condicionado, bancos estofados, suspensão a ar, caixa de câmbio automática e  três eixos que evitam solavancos durante a operação.


Menos tempo

ABIFER consolida volumes de produção da indústria ferroviária de 2010

A ABIFER consolidou os volumes de produção da indústria ferroviária brasileira de 2010. Em um ano marcado pelo crescimento econômico do Brasil, o setor industrial produziu 3.261 vagões, 430 carros de passageiros e 68 locomotivas. O faturamento total da indústria ferroviária chegou a R$ 3,1 bilhões, resultado 48% superior aos R$ 2,1 bilhões de 2009.

Para os próximos anos, a ampliação da malha ferroviária de cargas, a continuidade dos investimentos no setor metroferroviário, especialmente em função da Copa do Mundo e das Olimpíadas, e a efetivação do projeto do Trem de Alta Velocidade deverão provocar ainda mais serviços. “Tudo isso incrementará, ainda mais, o desenvolvimento da indústria de vagões, locomotivas, carros de passageiros e materiais para a via permanente”, ressalta o presidente da ABIFER, Vicente Abate.

Em 2011, as projeções apontam para a produção de 5.000 vagões, 450 carros de passageiros e 100 locomotivas, com faturamento total previsto de R$ 3,8 bilhões.


http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=41247

03 fevereiro 2011

Deficiências de ônibus e metrôs aceleram o uso do transporte individual

Presença de ônibus nas ruas das cidades brasileiras caiu na última década 
 
Presença de ônibus nas ruas das cidades brasileiras caiu na última década
 
Enfrentar congestionamentos já faz parte do cotidiano de 66,6% dos brasileiros. É o que revela o estudo do Ipea. Os moradores da região Norte do Brasil alegaram sofrer mais com engarrafamentos do que a média nacional: 76,3% enfrentaram trânsito carregado, seja mais de uma vez ao dia ou apenas uma vez por mês. Sudeste e Sul também superam a média do País, com respectivamente 69,1% e 67,3% de pessoas reclamando de congestionamentos. Abaixo da média estão o Centro-Oeste e o Nordeste, regiões nas quais 61,5% e 59,4% dos ouvidos na amostragem afirmaram enfrentar engarrafamentos.

Longas esperas nos pontos de ônibus, conduções lotadas, pouca ou nenhuma interligação entre meios de transporte, custo elevado e baixo conforto são reclamações constantes entre os usuários de transporte público no Brasil. O estudo do Ipea comprova esta percepção ao mostrar que 70% dos brasileiros qualificam o transporte público como regular, ruim e muito ruim. A falta de interligação de transportes afeta um a cada quatro brasileiros. A maioria da população conta apenas com a interligação ônibus-ônibus (33,2%). Só 6% dos brasileiros pode combinar em sua cidade ônibus-trem ou ônibus-metrô.

A baixa qualidade do sistema público, aliada à melhora de renda da população, resultou no crescimento galopante na frota de veículos particulares. Entre 2000 e 2010, a frota de automóveis cresceu 83,5%, passando de 20 milhões para 36,7 milhões. Mais barata e, portanto acessível a mais brasileiros, a frota nacional de motocicletas cresceu 284,4% nos últimos dez anos. No Norte e no Nordeste, a aquisição de motos aumentou mais de 400% no mesmo período. “A moto tem sido a alternativa encontrada pela população de menor renda frente aos avanços reduzidos do transporte público”, avalia Pochmann.

Na região Sudeste observa-se o maior percentual de utilização do transporte público: 50,7%. O menor está no Nordeste: 37,5%. Carro é o segundo meio de transporte mais usado nas regiões Sul (31,7%), Sudeste (25,6%) e Centro-Oeste (36,5%). No Nordeste, o segundo lugar fica com as motocicletas (19,4%) e no Norte, com as bicicletas (17,9%).

Os dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) que mostram o crescimento dos gastos com transporte são explicados pela compra de veículos. Se em 2000, o brasileiro destinava em média R$ 146,60 para comprar carros ou motos, em 2010, ele investiu R$ 181,70 ao mês. Despesas com passagens e combustíveis avançaram menos de R$ 2,00 nos últimos dez anos, descontada a inflação. “O estudo revela que os avanços econômicos desta década foram convergentes com as decisões de transporte individuais.

O transporte coletivo cresceu bem menos que a aquisição de veículos”, diz Pochmann.

Diferentemente dos países desenvolvidos que privilegiam os meios de transporte sobre trilhos, no Brasil 88,8% dos usuários de transporte público dependem do ônibus, o que equivale a um universo de mais de 170 milhões de pessoas. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 vão favorecer algumas cidades brasileiras, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo, com a inauguração de novos trechos e linhas de trem e metrô. Mas na avaliação de Pochmann isto não será suficiente para melhorar de forma consistente o transporte público no Brasil. “É preciso olhar o Brasil como um todo. Temos grandes diferenças regionais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste”.

Sob algumas condições, 71% dos brasileiros aceitariam deixar o carro ou a moto na garagem e utilizar transporte público. A maioria, 20,8%, usaria o transporte coletivo se fosse mais rápido. Outros 15,7% o fariam se tivesse ônibus, metrô ou trem disponível. Se fosse mais barato é a condição para 9,2% dos brasileiros repensarem sua escolha pelo transporte individual. “A população mostra-se interessada em usar o transporte público. Opta pelo transporte individual pela falta de qualidade do público. No curto prazo, a ênfase no transporte individual pode ser menos onerosa ao poder público. Mas no longo prazo representa um custo elevado, inclusive de qualidade de vida e produtividade”, conclui o presidente do Ipea, que defende a elaboração de uma política nacional de transporte coletivo, cujo foco seja trem, metrô e VLT (veículo leve sobre trilhos), na qual o governo federal ajude os estados e municípios em investimentos e planejamento.

Aumenta a proporção de carros no País

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou na semana passada a pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre mobilidade urbana. O estudo, que ouviu 2.770 pessoas em todos os estados do País, revela que 44,3% da população brasileira têm no transporte público seu principal meio de deslocamento nas cidades. Na região Sudeste, o percentual atinge 50,7%. Apesar da importância desse tipo de transporte, a quantidade de ônibus em circulação no Brasil cresceu menos, de 2000 a 2010, do que a quantidade de veículos particulares. Atualmente, há um ônibus para cada 427 habitantes do País, e, em 2000 era um para cada 649 pessoas. Em relação aos carros, a proporção hoje é de um automóvel para cada 5,2 habitantes, enquanto há dez anos era de 8,5.

Apresentada pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a pesquisa revela também os contrastes na escolha dos tipos de transporte de cada região brasileira. A metade das pessoas que andam de ônibus no País estão na região Sudeste, enquanto 45,5% daqueles que utilizam bicicleta moram na região Nordeste. Da mesma forma, 43,4% dos utilizadores de motocicleta também são habitantes do Nordeste.

Pochmann explica, a partir da leitura dos dados da pesquisa, que “houve uma mudança de ponto de vista da composição da frota. Em 2000, os automóveis eram 62,7% do total de veículos no Brasil. As motos eram 13,3%. Agora, em 2010, os automóveis são 57,5%, contra 25,2% das motos. Para cada ônibus novo surgido e colocado em circulação nos últimos dez anos, apareceram 52 automóveis”, afirma o presidente do Ipea.

Um dos dados citados na apresentação do estudo, retirado da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE, é o de crescimento dos gastos com transporte. Em 2000, esse tipo de serviço abocanhava 18,7% das despesas de consumo do cidadão, em média. Em 2010, chegou a 20,1%, enquanto o custo da alimentação caiu de 21,1% para 20,2% no mesmo período. Maior que essas despesas só o gasto com habitação: subiu de 36,1% em 2002/2003 para 36,8% em 2008/2009.  “Ações que possam reduzir o peso do custo do transporte representariam um ganho de renda para as famílias, especialmente para as famílias mais pobres. Portanto, um adicional enfrentamento da pobreza e da desigualdade do País”, disse Pochmann. Para ele, a expansão da frota brasileira na última década se deu especialmente por meio de motos e automóveis.

“Houve crescimento no transporte coletivo, mas não na mesma proporção. A população tem interesse em usar o transporte público, mas ainda precisa identificá-lo mais com características de rapidez, melhor preço e segurança. Há espaço para ação em matéria de políticas públicas”, disse.

Brasileiro critica a demora e impontualidade do serviço

A rapidez é o fator que mais influencia o usuário na escolha de seu meio de transporte, segundo afirmação de 32,7% dos entrevistados; seguido do preço (14,8%), do conhecimento do usuário do tipo de transporte (10,5%), da facilidade de utilização (8,3%) e do horário adequado à necessidade do usuário (5,7%).
A pontualidade também é um outro ponto decisivo na questão da escolha do meio de transporte. Para 41,5% dos brasileiros, sempre há atraso na frequência dos transportes públicos. A soma desse porcentual com o índice dos que responderam que na maioria das vezes ocorrem atrasos (28,8%) mostra que 70,3% da população percebem falta pontualidade na frequência dos transporte públicos.
 
“A pesquisa demonstra que há espaço para a construção de políticas para a redução do custo do transporte nas despesas familiares. O transporte representa hoje a segunda despesa mais alta no orçamento das famílias. Ações que possam reduzir o peso do custo do transporte seriam um ganho de renda para as famílias”, diz Pochmann.

Para ele, o país deveria dar ênfase ao transporte público. “Em países desenvolvidos o principal meio de transporte é o coletivo. Isso pressupõe investimentos em infraestrutura de grande magnitude e uma articulação do setor público com o privado, porque sem esse esforço vamos ter cidades com maior quantidade de automóveis que implicará em congestionamentos mais amplos do que já temos, o que implica maior perda de produtividade e maior tempo da vida comprometido no deslocamento”.

A qualidade do transporte público é ruim para 19,2% da população brasileira e muito ruim para 19,8%, de acordo com estudo divulgado pelo Ipea. O porcentual de insatisfeitos, portanto, chega a 39%. Por outro lado, 26,1% veem o transporte público como bom e apenas 2,9% o consideram muito bom, em um total de 29%. Ele é regular para 31,3%. “Este estudo serve para chamar a atenção para a inadequação desse modelo”, disse o presidente do Ipea, referindo-se à priorização do transporte individual em detrimento do transporte coletivo. “Há espaço para o avanço das políticas públicas.”

Na região Sul estão os mais satisfeitos com o transporte público: 44,9% o consideram bom ou muito bom e 23,5% o acham ruim ou muito ruim. Já na região Sudeste se encontram as opiniões mais negativas: apenas 24,5% o veem como bom ou muito bom e 45,9% o consideram ruim ou muito ruim - este número é muito próximo ao da região Norte: 45,8%. O levantamento mostra também que uma em cada quatro (26,3%) pessoas no País vive em cidades em que não há integração entre meios de transporte. Não usam a integração, apesar de ela existir, 27,5%. Dentre aqueles que a utilizam, 33,2% o fazem trocando de um ônibus para outro. Depois, a mais frequente é a troca de um ônibus para o metrô: 4,9%.

O estudo do Ipea aponta que, quanto maior o nível de escolarização das pessoas, mais crítica elas se tornam em relação à qualidade do transporte público. Ele é bom ou muito bom para 34,9% das pessoas com até a quarta série do ensino fundamental - 22,5% o acham ruim ou muito ruim. Já para quem tem ensino superior incompleto, completo ou pós-graduação, 20,1% o consideram bom ou muito bom e 36,9% o acham ruim ou muito ruim.

Maioria reclama de desrespeito a pedestres e a ciclistas

A maioria da população brasileira percebe desrespeito a pedestres e ciclistas no trânsito, de acordo com levantamento do Ipea. O índice mais alto dos que nunca veem respeito aos pedestres e ciclistas está no Nordeste: 47,3%. Já 15,9% raramente veem respeito. Nessa região, 17,9% acham que sempre há respeito e 18,4% o veem na maioria das vezes. Na outra ponta está a Região Sul, onde 42,4% alegaram que sempre há respeito e 17% disseram que ele existe na maioria das vezes. Para 20,3%, raramente há respeito e somente 15,3% dizem que ele nunca existe. A soma dos que nunca veem respeito com os que não o percebem na maioria das vezes é mais alta na região Centro-Oeste, com 63,6%, seguida do Nordeste (63,2%), Sudeste (62,4%), Norte (57%) e Sul (35,6%).

A pesquisa também avaliou a adequação e adaptação do meio de transporte mais usado por portadores de necessidades especiais. Para 31,2% dos brasileiros, o transporte está sempre adaptado às suas necessidades e 14,9% responderam que ele está adaptado na maioria das vezes. Já 5,7% dos entrevistados alegaram que raramente o meio de transporte está adequado e 34,8% responderam que nunca está adaptado. Os mais satisfeitos são os habitantes da região Sudeste, onde 51,2% dos entrevistados disseram que os transportes estão sempre adaptados às suas necessidades. Apenas 4,8%  dos entrevistados responderam dessa forma no Norte, região em que o índice é o mais baixo. Para 45,5% da população das regiões Centro-Oeste e Nordeste os transportes nunca estão adaptados às suas necessidades.

Um cenário futurista para a Central no ano 2030

Projeto em exposição inclui ciclovias, elevadores e pistas só para pedestres



Rio - Ciclovias e corredores exclusivos para ônibus cortando a Avenida Presidente Vargas, elevadores ligando estações de trem ao Morro da Providência, vias exclusivas para pedestres até a Rio Branco. Esse é o cenário futurista da Central do Brasil projetado pelos escritórios Campo e Fábrica Arquitetura para o ano de 2030. As intervenções propostas para melhorar o transporte no Rio e em outras nove cidades do mundo podem ser conhecidas na exposição ‘As cidades somos nós — desenhando a mobilidade do futuro’, que foi inaugurada ontem no Centro Cultural Correios.
Projeto arquitetônico prioriza melhoria da mobilidade humana na Central do Brasil e no seu entorno | Foto: Divulgação
A exposição apresenta alternativas de transporte sustentável para a melhoria da qualidade de vida nos grandes centros urbanos. No projeto carioca, o foco foi a região da Central do Brasil. Novos conceitos, como o BRT, fazem parte da proposta.

“Faríamos grande intervenção na Av. Presidente Vargas. Os BRTs teriam ligação com toda a cidade, substituindo muitos ônibus. Isso é uma forma de incentivar a população a usar o transporte de massa”, explica o arquiteto Ricardo Kawamoto, um dos responsáveis pelo projeto.

A exposição pode ser vista de terça-feira a domingo, das 10h às 19h, na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no Centro. Ela fica em cartaz até o dia 13 de março. A entrada é gratuita.

o novo “Plano Diretor” da cidade do Rio de Janeiro

Uma das novidades é a criação do Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Urbana, que vai permitir maior articulação entre os setores da administração pública.
 
O prefeito Eduardo Paes sancionou no dia 02 de fevereiro (quarta-feira), o novo Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro, em cerimônia realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vereadores, no Centro. O conjunto de diretrizes terá a missão de nortear as linhas de ação das políticas urbana e ambiental do Rio, com aprofundamento das questões ambiental, habitacional, social e de transporte. O documento também incorpora instrumentos previstos no Estatuto das Cidades, como Outorga Onerosa e Operação Urbana Consorciada, ampliando as ferramentas da prefeitura para o planejamento urbano.
 
O Plano divide a cidade em quatro macrozonas de ocupação: Controlada (Zona Sul e parte do Centro), Incentivada (Zona Norte, Subúrbio e parte do Centro), Condicionada (Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e adjacências) e Assistida (restante da Zona Oeste). Ao lado dos secretários municipais de Urbanismo, Sérgio Dias, de Desenvolvimento, Felipe Góes, e do chefe de Gabinete, Luiz Antônio Guaraná, entre outras autoridades, o prefeito do Rio destacou o Plano como "bússola" para as ações do Município.
 
O Plano Diretor aponta para onde a cidade deve ir e de que maneira isso deve ser feito. Eu diria que, sob o ponto de vista dos interesses da cidade, o Plano é mais importante do que a Lei Orgânica. Portanto, existem áreas da cidade que precisam ser incentivadas, como é o caso do subúrbio da Zona Norte, que perdeu a força ao longo dos anos.
 
Além disso, vemos áreas em crescimento que precisam de pré-condições para que esse crescimento ocorra, como é o caso da Barra da Tijuca. Também temos áreas consolidadas no Rio de Janeiro, como a Zona Sul. Não tenho dúvida de que nada fez tão mal à cidade quanto permanecer sem um plano diretor por 20 anos. Tenho absoluta certeza de que o Rio de Janeiro se desenvolverá muito melhor daqui pra frente - disse Eduardo Paes, acrescentando que a Prefeitura terá agora a tarefa de encaminhar à Câmara Municipal uma série de legislações complementares de diversas áreas de atuação, como é o caso dos PEUs (Planos de Estruturação Urbana). O da Avenida Brasil é uma das prioridades.
 
“A Avenida Brasil é uma área consolidada, com transporte na porta e infraestrutura urbana, mas que precisa de flexibilidade. Não adianta construir naquela região sem investir naquilo que é mais importante. Enfim, pretendemos encaminhar essas legislações para a Câmara ainda nesse semestre, antes do Carnaval, para que possamos dar início às votações”, afirmou o prefeito.
 
O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, deu mais detalhes sobre as ações da Prefeitura no que diz respeito ao incentivo à Zona Norte.
 
Trata-se de uma região que possui demanda reprimida de novas habitações e investimentos. Essa é a diretriz desse Plano: promover a construção de grandes corredores habitacionais e a criação de novas legislações para que os bairros daquela região aconteçam e voltem a ser o marco habitacional e empresarial que um dia já foi. Acredito que essa transformação acontecerá rapidamente - disse o secretário, que destacou a questão ambiental como a novidade dessa edição do Plano Diretor.
 
“Ele cuida da questão de uma forma que os anteriores não trataram. As áreas de risco, por exemplo, são tratadas de maneira mais rígida, visando a proteção das áreas frágeis e impedindo a construção de empreendimentos nessas áreas. Para isso, a Geo-Rio e a RioÁguas seguirão firme no mapeamento e na contenção de encostas em áreas de risco”, - afirmou o secretário.
 
“É um tema que deveria ter sido revisto desde 2001. O Plano em vigor era de 1992. Mas hoje posso dizer que nossa cidade está dotada de uma legislação moderna, que vai contribuir para seu crescimento. Hoje estamos concluindo um processo que muito nos orgulha, uma grande vitória do povo dessa cidade”, - afirmou Jorge Felippe, que destacou a parceria com o Município.
 
“Essa vitória se deve ao perfeito entrosamento entre os poderes Legislativo e o Executivo. Por isso, agradeço imensamente ao prefeito Eduardo Paes, que prestou à casa todos os esclarecimentos necessários, sem jamais se omitir”, - concluiu.
 
O que muda com o novo Plano Diretor: .O novo Plano Diretor da cidade do Rio de Janeiro entra em vigor aprofundando as questões ambiental, habitacional, social e de transporte. A preservação da paisagem e o controle do uso e da ocupação do solo para combater irregularidades e prevenir situações de risco também são contemplados de maneira mais rigorosa.
 
O novo zoneamento passa a ser definido a partir das densidades demográficas permitidas e da capacidade de suporte ao adensamento urbano, considerando a proteção do meio ambiente e a disponibilidade de infraestrutura.
 
Outro destaque são os instrumentos previstos no Estatuto das Cidades (Lei Nº 10.257 de 2001) e que foram incorporados pela primeira vez ao Plano, ampliando as ferramentas com que o poder público pode planejar a cidade.
 
O Plano Diretor está dividido em seis capítulos: Princípios e diretrizes da politica urbana e ambiental; Ordenamento territorial; Instrumentos da política urbana; Políticas setoriais; Estratégias de implementação, acompanhamento e controle do Plano; e Disposições Finais.
 
A preocupação com as mudanças climáticas é um dos mais importantes destaques nas políticas setoriais. No capítulo que se refere aos instrumentos de política urbana, a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) será um novo marco na regulação do solo urbano. Nas disposições finais estão contidos os prazos para elaboração de normas e legislações específicas vinculadas ao Plano Diretor.
 
Cada capítulo do Plano Diretor.: 1) Política urbana e ambiental - Os princípios e diretrizes da política urbana que vão orientar o crescimento da cidade são descritos neste capítulo, que trata de todos os aspectos relacionados ao desenvolvimento urbano, à proteção ambiental e à preservação da paisagem. Também traz avanços na amplitude territorial das políticas e diretrizes governamentais, indicando a articulação com municípios da Região Metropolitana. Para isso, o Plano prevê promoção à mobilidade, melhorias do ambiente urbano, preservação do patrimônio cultural e proteção ambiental.
 
Alguns projetos em andamento na cidade já estão previstos no Plano como: revitalização da Zona Portuária, implantação de corredores de transporte como o Transcarioca (antigo T5), implantação do túnel da Grota Funda e do Parque Madureira e ampliação do sistema metroviário.
 
2) Ordenamento territorial - Para fins de ordenamento do uso do solo, a cidade foi dividida em quatro macrozonas: Controlada, Incentivada, Condicionada e Assistida. O novo zoneamento passa a ser definido a partir das densidades demográficas permitidas e da capacidade de suporte ao adensamento urbano, considerando a proteção do meio ambiente e a disponibilidade de infraestrutura.
 
.Macrozona de Ocupação Controlada - abrange a Zona sul e parte do Centro da cidade. Como o próprio nome diz, esta região vai ter restrições a novas ocupações. Apesar de apresentar boas condições de infraestrutura, essa área encontra-se próxima da saturação do adensamento e da intensidade de uso.
.Macrozona de Ocupação Incentivada - é a Zona Norte, o Subúrbio e parte do Centro. Aqui, a ocupação será estimulada, principalmente nas áreas já dotadas de infraestrutura, mas que nos últimos anos sofreram esvaziamento e deterioração.
 
.Macrozona de ocupação Condicionada- correspondente à Baixada de Jacarepaguá, incluindo os bairros da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. A ocupação dessa área vai acontecer na medida em que haja investimentos públicos ou privados em infraestrutura. A liberação de novos empreendimentos obedece rigorosamente a esta condição, já que é uma região ambientalmente frágil e sua estrutura atual é insuficiente para absorver o adensamento populacional em curso.
 
.Macrozona de Ocupação Assistida - corresponde ao restante da Zona Oeste. O poder público é responsável por incentivar sua ocupação e o consequente incremento das atividades econômicas , dotando o local de infraestrutura, serviços urbanos e provisão de moradias e zelando pela proteção ambiental.
Em todas as macrozonas estão estabelecidos locais de restrição à ocupação e de preservação a áreas frágeis - como encostas de morro e regiões de baixada - assim como outros sujeitos à intervenção urbana e que podem ser alvos de reestruturação, de grandes obras viárias e de instalação de equipamentos previstos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
 
3) Instrumentos da política urbana.: Define os instrumentos de implementação da política urbana relacionados a: . Regulação urbanística, edilícia e ambiental - corresponde às leis de parcelamento e de uso e ocupação do solo (LUOS), de obras e edificações, de licenciamento e fiscalização de obras públicas ou privadas, ao código ambiental e aos instrumentos legais que instituem os Planos de Estruturação Urbana (PEUs), as Áreas de Especial Interesse, de Proteção do Ambiente Cultural e de Proteção do entorno de Bens Tombados e as Unidades de Conservação da Natureza.
 
. Planejamento urbano - foram instituídos como principais instrumentos para essa articulação os planos Regionais, Setoriais, de Estruturação Urbana (PEUs) e Projetos Urbanos.
 
.Uso e ocupação do solo - os instrumentos são o Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios (para induzir a ocupação e o aproveitamento racional de terrenos vazios ou subutilizados em regiões dotadas de infraestrutura urbana); o Direito de Preempção (concedendo ao poder público a preferência na aquisição de imóveis em determinadas localidades); a Outorga Onerosa do Direito de Construir e de Alteração de Uso (que permite ao Poder Público captar parte da valorização urbana em decorrência a um adicional de construção concedido); a Transferência do Direito de Construir (que permite a utilização do potencial construtivo em área permitida para este fim); a Operação Urbana Consorciada (conjunto de intervenções de grande porte com a proposta de promover profundas transformações em um determinado espaço da cidade que contém uma série de determinantes específicas, como é o caso do Porto Maravilha) e o Relatório de Impacto de Vizinhança (uma avaliação dos efeitos de determinado empreendimento residencial ou comercial no seu entorno), entre outros.
 
.Gestão ambiental e patrimônio cultural - entre os instrumentos previstos estão a Unidade de Conservação da Natureza, as Áreas de Preservação Permanente - visando à proteção do meio ambiente natural conforme as orientações do SNUC (lei federal 9985/2000) - e a declaração de Área de Especial Interesse Ambiental; assim como o Tombamento, a instituição de Área de Entorno do Bem Tombado e a criação de Área de Proteção do Ambiente Cultural - APAC.
 
.Gestão financeira e orçamentária - são os fundos municipais instituídos em lei, o orçamento anual (LOA), o Plano Plurianual de Governo (PPA) e as diretrizes orçamentárias (LDO), que devem estar relacionados às diretrizes e aos objetivos do Plano Diretor.
 
4) Políticas setoriais - O objetivo do Plano Diretor é garantir o desenvolvimento sustentável da cidade através de políticas que articulem os diferentes setores de atuação do poder público, ligando seus objetivos, diretrizes e ações. Desse modo, meio ambiente, saneamento ambiental, patrimônio cultural, transporte e habitação apresentam propostas específicas para suas respectivas áreas, articuladas com a linha mestra da política urbana desenhada no Plano Diretor. Essa integração vai acontecer através da criação do Sistema de Planejamento.
 
5) Estratégias de implementação, acompanhamento e controle -O Plano Diretor não só traça a política urbana como propõe mecanismos de execução, controle e monitoramento das ações. Para esse fim o documento prevê a criação do Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Urbana, que estará interligado aos sistemas de Gestão Ambiental, de Informações Urbanas, de Defesa da Cidade e de Controle e Uso de Ocupação do Solo.
 
6) Disposições gerais, transitórias e finais -Em sua conclusão, o Plano Diretor estipula prazo de dois anos para elaboração da legislação vinculada a ele, como as leis de Uso e Ocupação do Solo e de Parcelamento do Solo, os códigos de Obras e Edificações, de Licenciamento e Fiscalização de Obras Públicas e Privadas, de Posturas e Ambiental.| Flávia David.

http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=145246

2050: o mundo poderá ser sustentadamente alimentado por energias renováveis

Segundo o novo estudo da WWF, toda a energia que o mundo necessita pode ser obtida de forma limpa, renovável e economicamente sustentável até 2050, reduzindo-se assim drasticamente as ansiedades sobre energia, segurança, poluição e não menos importante, alterações climáticas catastróficas.

O Relatório Energia (The Energy Report), depois de dois anos de trabalho, aponta para um novo caminho, a energia total necessária, incluindo os transportes, pode ser totalmente obtida de forma segura e adequada. “Se continuarmos a depender dos combustíveis fósseis enfrentaremos um futuro de ansiedade relativamente aos custos da energia, segurança e impactos das alterações climáticas”, afirma Jim Leape, director geral da WWF. “Estamos a oferecer um cenário alternativo, muito mais promissor e inteiramente atingível”. “O Relatório Energia mostra que em quatro décadas podemos ter um mundo de economias vibrantes e sociedades alimentadas por energia limpa, barata e renovável e com uma boa qualidade de vida. Este relatório é mais do que um cenário – é um apelo á acção. Podemos atingir um futuro renovável e limpo, mas temos que começar agora.”

O relatório que contém uma análise detalhada e um cenário apresentado pela Ecofys, respeitada consultora para a energia, e uma análise da WWF, mostra que até 2050 as necessidades de energia, de transporte e de energia doméstica e industrial podem ser satisfeitas com usos residuais de combustíveis fósseis e nucleares.
No cenário da Ecofys, em 2050 a procura total de energia será 15 por cento mais baixa do que em 2005, apesar do aumento da população, dos outputs industriais, das viagens e dos transportes de mercadorias. O mundo não irá depender do carvão ou dos combustíveis nucleares, enquanto as regras internacionais e a cooperação limitarão os potenciais estragos ambientais gerados pelo desenvolvimento do biocombustível e da hidro-electricidade.

“Neste relatório estamos deliberadamente a não fazer considerações precipitadas sobre os benefícios de tecnologias que ainda estão por aparecer,” disse Kees van der Leun, director da Ecofys. “Isto significa apenas que esta é uma estimativa moderada de um futuro assente em energias renováveis que poderemos usufruir em2050.” “Existem numerosos sistemas que utilizam energia de forma mais eficiente permitindo gerir as actuais fontes de energia de forma mais cuidadosa. Mais, nós entendemos as oportunidades em utilizar o vasto leque de energias sustentáveis que nos rodeiam.”

Ter energia limpa a custos controlados à escala necessária requererá um esforço global, semelhante à resposta global à crise financeira mundial, mas os benefícios serão muito superiores a longo prazo a nível da energia renovável comparativamente aos investimentos necessários nesta área das renováveis e da eficiência energética até 2040; a WWF estima que num cenário de “Business-As-Usual” os custos da energia limpa até 2050 serão de 4 triliões de euros. Do ponto de vista político e ambiental, providenciar energia limpa pode evitar conflitos internacionais relacionados com o abastecimento de energia, riscos de derrames de petróleo e quebras nas cadeias de abastecimento de combustíveis que são inerentes à exploração dos combustíveis fósseis.

O cenário do Relatório Energia considera que a redução de 80 por cento das emissões de CO2 no abastecimento de energia a nível mundial até 2050, prevendo que o aumento da temperatura média anual será limitado a menos de dois graus Celsius, evita desta forma catástrofes ao nível dos impactos das alterações climáticas. “Viveremos de forma diferente, mas viveremos bem,” diz Jim Leape. “Temos que garantir energia para todos sem prejudicar o nosso planeta e este relatório mostra que nós somos capazes.”
Portugal tem já um caminho percorrido nessa direcção: uma elevada percentagem da energia que consumimos é renovável e é estratégico o investimento no desenvolvimento destas fontes de energia (como a energia das ondas). Conta ainda com experiências a nível das smart-grids e dá os primeiros passos a nível de mobilidade eléctrica (carro eléctrico), cujo combustível (electricidade) terá uma fracção de energias renováveis, o que não acontece com a mobilidade a gasóleo ou gasolina. “Estes investimentos têm de se manter para se atingir o Cenário da Energia Limpa em 2050”, considera Ricardo Vieira, especialista em energia da WWF em Portugal.

“Portugal enfrentará ainda grandes desafios para atingir este cenário. Existe um longo caminho a percorrer ao nível de melhoria da eficiência energética, ao nível agrícola e industrial (produção de produtos) e ao nível dos edifícios. Existe também a questão do transporte: a necessidade de desenvolver e melhorar o transporte público, bem como promover a sua utilização.” “Também ao nível do planeamento e ordenamento do território deverá considerar-se a minimização da necessidade e do tempo de deslocação, de forma a reduzir os consumos em energia e as emissões de gases de efeito de estufa”, acrescenta.

Automóvel perde apelo entre os jovens na Alemanha

Três coisas determinavam se uma pessoa era adulta na Alemanha de antigamente: a maioridade, a carteira de motorista e o carro próprio. O mecânico Heribert Schröder, nascido em 1950, tornou-se adulto sem atrasos. Já antes de seu aniversário de 21 anos, um Ford Taunus 12M estava estacionado diante de casa. “O carro mal andava”, explica Schröder, que na época pagou 150 marcos pelo veículo.

O mecânico já havia passado no exame da carteira de motorista. Ao recebê-la, pontualmente no dia em que completou 21 anos, entrou no carro e acelerou. Daí por diante, ele passaria também muito tempo embaixo do veículo: apertando parafusos, consertando e mexendo no cano de escape, para que o som do motor parecesse ser o de um carro mais veloz. Naquela época, afinal, o significado de um automóvel não se media apenas pela sua utilidade.

Bildunterschrift: Sinal de liberdade: garota descansa sobre Fusca em Woodstock, 1969
O fator “cool”

Um carro era símbolo de status, diz Stefan Bratzel, diretor do Center of Automotive da Escola Superior de Economia em Bergisch Gladbach – um símbolo de status de grande força simbólica, talvez até mesmo a personificação de um estilo de vida.

Schröder recorda que ser dono de um carro dava a ele um sentimento de liberdade. Quem possuísse um automóvel podia “dar uma volta”, como ele diz, podia testar “que garotas atraia”, podia simplesmente desfilar diante dos outros. “Naquela época era assim”, explica Schröder, um pouco envergonhado, com a esperança de que não o entenda mal.

Relação sóbria

Assim era e sempre será: esse parecia ser o lema da indústria automobilística alemã desde então. Para as montadoras, era como se o desejo dos alemães pelo automóvel fosse uma espécie de programa biológico, que rodava automaticamente quando chegava a hora – assim como um grunhido na barriga avisa que é hora de comer.

Mas já há alguns anos os fabricantes de carros vêm percebendo que a relação entre os alemães e o automóvel está mudando radicalmente. No final dos anos 1990, a Mercedes lançou o Classe A, direcionado principalmente para o público jovem, como modelo de entrada – mais tarde, essa clientela deveria enfiar a mão ainda mais fundo no bolso e comprar um automóvel da classe superior. No entanto, o Classe A é até hoje popular sobretudo entre os mais velhos. A clientela jovem manteve-se afastada.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Especialista Stefan Bratzel pede mais design e eletromobilidadeO automóvel não desempenha mais nenhum papel no imaginário cotidiano de 30% a 40% dos jovens adultos nas cidades, afirma Bratzel. Sobretudo, ele não é mais um produto com o qual os jovens associam estilo de vida, emoções e sentimentos, diz. Se, em 1988, 16,4% das compras de carros novos na Alemanha eram efetuadas por pessoas entre 18 e 29 anos, 20 anos depois essa proporção caiu para 7,6%. E alguns dão até mesmo um passo além: dispensam a carteira de motorista. Em 1998, 89,4% dos jovens entre 18 e 25 anos possuíam a carteira. Dez anos mais tarde, eram 75,5%.

Aversão justificada

O papel do automóvel nos anos 1980 e começo dos anos 1990, explica Bratzel, é desempenhado hoje pelo iPhone, pelo iPod, pelo iPad. Interconexão social – essa é a megatendência dos tempos atuais. Estar no Facebook é o atributo diferencial, diz Bratzel. Saber em poucos segundos o que os amigos estão fazendo no outro lado do mundo. Conhecer novas pessoas sem sair do lugar. O automóvel, da forma como ele é hoje, não se encaixa nesse mundo.

Além disso, os ônibus, trens e bondes são muito melhores hoje do que eram antigamente, argumenta Bratzel. Hoje a mobilidade é possível sem o automóvel – ao menos nas grandes cidades. E existem motivos suficientes para deixar o carro em casa: faltam vagas para estacionar, autoestradas e vias principais estão constantemente engarrafadas, os automóveis prejudicam o meio ambiente. E o preço dos carros novos subiu vertiginosamente.

A indústria automotiva poderia simplesmente esperar até que o salário dos jovens seja alto o suficiente, trazendo consigo a vontade de comprar um carro. A questão é: que tipo de carro pode vir a adquirir alguém que não se interessa por carros, que associa sons de motores a barulho e potência a acidentes. Para Bratzel, é certo que se trata de uma questão de valores: somente quem acha o automóvel cool e emocionante está disposto a pagar muito por ele. Se o carro é apenas um meio de transporte, diz Bratzel, “então eu não vou comprar um top de linha”.

Um setor se reinventa

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Carro do futuro conseguirá interessar a jovens?O especialista em automóveis diz que a indústria automotiva tem de fazer alguma coisa, caso contrário paira o perigo de ela se tornar supérflua. Entre os fabricantes de carros premium, a Audi e a BMW ainda são os que mais atraem o público jovem – diferentemente da Mercedes.

Bratzel defende mais eletromobilidade, design mais empolgante, mais conexão com outros meios de transporte. E a indústria automotiva se esforça. Depois de muito tempo sem fazer nada, ela começou a se mexer há um ou dois anos, diz o especialista.

O projeto “Mu by Peugeot” é resultado de tal esforço. Desde maio do ano passado, a montadora francesa disponibiliza carros de aluguel em três bairros berlinenses. “Revolução vinda da França” é o nome dado pela companhia ao seu projeto, embora o car sharing em si não tenha nada de revolucionário. Mas a Peugeot não deixar de ter certa razão: que uma montadora não somente venda, mas também alugue carros a clientes particulares, é algo novo.

E o resultado final deve ser o que antes era óbvio. O cliente do car sharing se decide pela compra – depois de ter se apaixonado cada vez mais por seu Peugeot, após cada viagem. Da mesma forma, a montadora Daimler pretende em breve, em parceria com a locadora de automóveis Europcar, realizar seu projeto “car2go”.


Em Moscovo/Moscou, os mendigos ganham mais do que alguns profissionais com cursos superiores.

 Esta questão é tão relevante na Rússia como nos outros países.

Nos tempos antigos, os mendigos foram respeitados na Rússia. A Carta da Igreja de 996 classificou os pobres e os aleijados como pessoas da igreja. Eles eram chamados de irmãos de Cristo e os peregrinos para a paz.

No século 17, a Rússia teve um programa especial para os pobres. O estado forneceu apoio financeiro para pessoas idosas e aqueles que não podiam ganhar a vida por razões objectivas.

Durante a época de Pedro, o Grande, as leis se tornaram mais duras. Pedir esmola foi penalizado, indivíduos fisicamente deficientes tinham que viver em abrigos especiais. Aqueles que simplesmente não queriam trabalhar e preferiram pedir dinheiro na rua, seriam perseguidos criminalmente.

Na Rússia moderna, os mendigos de todos os matizes inundaram as ruas de muitas cidades depois de as autoridades cancelar a pena de assistencialismo. Pedir esmola é hoje um negócio sério que é executado por pessoas sérias.

Em Moscou, o lugar mais rentável para os mendigos é o Metrô. Cada mendigo tem seu lugar especial, e este lugar pertence apenas a ela/ele, não pode ser tomado por qualquer outro mendigo. Uma parte do dinheiro que recolhe os mendigos do Metro, vai para os seus fregueses. Um mendigo no Metro pode fazer 40 mil rublos por mês (USD 1.300), que é muito maior do que o salário médio nas províncias russas. Mendigos no Metro não infringem nenhuma lei.

Aqueles que vêm para Moscovo a partir de outras regiões (são a maioria) recebem o apoio de seus patrocinadores, que ajudam-nos com os respectivos registos.

O povo russo têm sentimentos mistos sobre mendigos. Todo o mundo sabe que é um negócio, que os mendigos agem como colaboradores, que recebem uma porcentagem dos seus ganhos. No entanto, muitos russos sinceramente ajudam uma velhinha de pé perto da igreja ou uma criança, que canta músicas em um trem.

Uma pesquisa de opinião recente mostrou que quase 64 por cento dos russos acreditam que o Estado deve prestar assistência aos mendigos, enquanto que um terço dos entrevistados disseram que os mendigos devem ser perseguidos e punidos.

No entanto, nem todos os mendigos estão dispostos a trabalhar. Muitos deles estão satisfeitos com suas vidas, eles não estão dispostos a mudar qualquer coisa. Muitos deles gozam de garantias sociais - educação gratuita, assistência médica gratuita, etc.

Um deles, Leonid Konovalov, um morador de 64 anos sem-abrigo da cidade de Kemerovo, fez um documentário filosófico sobre a vida da sociedade e enviou o seu pedaço de arte para Cannes. O filme intitulado "I + Pessoas =?" dura mais de duas horas.

"Existem duas vertentes para o enredo do filme A primeira é sobre a civilização como um todo, e o outro - sobre a luta da civilização contra mim, e minha vitória nesta luta", diz o autor, acrescentando que o filme contém cenas "eróticas" cenas, porque, como parte de seu cenário, ele precisava de se despir completamente.

"Eu fiz um filme erótico", diz ele. "Eu despi-me e tirei todas as roupas bonitas falsas fora da civilização ... para mostrar o que é estar em baixo. E isso é a morte."

"O lixão é o melhor dos meus trabalhos. Não há chefes aqui, e você vive aqui, como você quiser. Muitos não entendem isso. Quando você atinge o mais baixo e se torna um dos desprezados, este é o momento em que o entendimento vem," acrescentou.

Metrô-DF terá bilhetagem eletrônica

A partir desta semana, os passageiros do metrô terão direito a um novo sistema de bilhetagem eletrônica. Os cartões podem ser adquiridos gratuitamente mediante cadastro, feito nas bilheterias ou pela internet. Por meio da rede, os usuários do transporte subterrâneo ainda poderão agendar a entrega dos documentos nas estações. A Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) espera que até abril seus 150 mil passageiros se adequem ao novo sistema, que irá tornar obsoletos os bilhetes tradicionais de papel.

O projeto de bilhetagem eletrônica tem sido desenvolvido pelo Metrô-DF desde 2005, mas somente em 2009 foi possível a realização de licitação para substituir os três subsistemas usados atualmente pelos passageiros dos trens. A companhia ressalta que o novo cartão — baseado nos modelos de países como EUA, Inglaterra, Japão e França — está preparado para a futura integração do transporte público de Brasília. “Nosso sistema está adequado ao sistema da Secretaria de Transporte, mesmo porque o Metrô participou do desenvolvimento desse projeto. Então não vai haver necessidade de fazer um novo cartão”, declarou Paulo Eduardo Medeiros Moura, chefe do Departamento Comercial do Metrô-DF.

Mesmo antes de concluída a integração, usuários do sistema podem se beneficiar da nova bilhetagem. A compra dos créditos para o cartão múltiplo, que antes era feita apenas nas bilheterias, agora também pode ser on-line. Após renovar o cadastro para o novo sistema, o usuário poderá emitir o boleto bancário no site do Metrô DF. Assim que o sistema acusar o pagamento, ele poderá recarregar o cartão em um dos totens de autoatendimento em qualquer uma das estações. Por enquanto, apenas a de Águas Claras conta com a ferramenta, mas a companhia garante que até o fim da próxima semana todas terão ao menos dois pontos de recarga. A ideia é expandir até o fim do ano a instalação dos totens para diferentes locais públicos, como shopping centers.

Quem optar por trocar o bilhete de ocasião pelo cartão nominal terá ainda outras vantagens. Em caso de perda ou furto do documento, o passageiro não fica sem os créditos adquiridos. Basta bloquear o cartão e pedir a transferência dos dados para outro — o cartão sobressalente, porém, tem o custo de R$ 10. O Metrô-DF ainda espera, no futuro, estipular descontos de acordo com o horário de uso do sistema. A passagem do período de pouco movimento, por exemplo, seria mais barata que a do horário de pico.

Prazo curtoCom o início das aulas da rede pública de ensino programado para a próxima semana, os alunos que quiserem começar o semestre letivo com o novo cartão não podem perder tempo. Os cerca de 50 mil estudantes que já estão cadastrados no sistema antigo podem usá-lo pelos próximos meses, mas, como a migração é inevitável, aconselha-se fazer o cadastro deste ano no novo cartão.

Wasley da Silva Placedino, 22 anos, passou todo o mês tentando fazer o cadastro no site do Metrô-DF, mas só conseguiu concluir o processo na última sexta-feira. Ainda assim, o agendamento não foi tão prático quanto esperava. “No sistema dizia que eu devia vir às 13h20, mas o formulário só dizia que era à tarde”, explicou o estudante de direito. O site ainda determinou a entrega dos documentos na estação Galeria, e não em uma das estações de Ceilândia, onde mora o universitário. A viagem custou alguns minutos e R$ 6. Wesley chegou ao local marcado antes do horário determinado, mas não conseguiu fazer o cadastro imediatamente: era necessário levar uma foto, item não listado no formulário. O cartão só foi recebido depois que o estudante foi à rodoviária tirar as fotos necessárias. “Liguei mais cedo para confirmar e disseram que não precisava”, reclamou.

O Metrô-DF admitiu que o site não fazia o agendamento corretamente na semana passada, mas assegurou que agora está em pleno funcionamento. De acordo com a companhia, o agendamento poderá ser feito para seis estações, de acordo com a preferência do passageiro.

http://www.railbuss.com.br/noticias/122868056015a.html

Um único espirro pode contaminar uma sala por horas

Basta que uma pessoa gripada dê um único espirro para contaminar por horas todo o ambiente – como um quarto, uma sala ou um escritório. É o que diz uma pesquisa publicada no periódico Journal of the Royal Society Interface por uma equipe de especialistas da Virginia Polytechnic Institute and State University, dos Estados Unidos. Segundo eles, os perdigotos flutuam no ar em concentrações suficientes para propagar a doença.

A descoberta vai ao encontro da ideia já concebida de que não se deve ficar muito tempo na sala de espera de um consultório médico, por exemplo - porque é um local com alta concentração dessas partículas microscópicas contaminadas. A tese é válida ainda para explicar porque é comum pegar gripes e resfriados durante viagens de avião ou ônibus.

Pesquisa – Para chegar aos resultados, a equipe americana colheu amostras de ar de salas de espera de clínicas médicas, de enfermarias e de aeronaves que fizeram viagens entre as duas costas dos Estados Unidos. Metade dessas amostras estavam contaminadas com o vírus da gripe.

Os cientistas descobriram que um metro cúbico de ar típico continha, em média , 16.000 gotículas liberadas na tosse ou no espirro. “Dada a alta concentração, a quantia de vírus que uma pessoa vai inalar durante uma hora é suficiente para que ela se contamine”, diz Lindsey Marr, coordenador do estudo.

Durante uma tosse podem ser liberados no ar cerca de 3.000 partículas de saliva, a uma velocidade de 22,3 metros por segundo. Já um espirro chega a conter até 40.000 gotículas, algumas das quais saem do corpo a uma velocidade de quase 45 metros por segundo.


http://veja.abril.com.br/noticia/saude/apenas-um-espirro-pode-contaminar-uma-sala-por-horas

Roubo de cabos provoca caos no metrô de Londres

Milhares de usuários do metrô de Londres viveram nesta quarta-feira um dia de caos e atrasos devido a um roubo de cabos de cobre que aconteceu na noite desta terça-feira na "Central Line" (vermelha), uma das linhas mais movimentadas da capital britânica.
 
Como consequência dos danos causados pelo roubo, o tráfego em vários trechos da linha foi suspenso durante parte da manhã, segundo informa o jornal "Evening Standard".
 
O número de roubos de cabos na rede nacional de ferrovias britânica aumentou de maneira drástica nos últimos quatro anos, coincidindo com o aumento do preço do cobre, explica a publicação.
Paul Crowther, uma autoridade da Polícia de Transporte do Reino Unido, descreveu o problema como "um dos maiores desafios" enfrentados pelos gestores do transporte público "depois do terrorismo".
 
Até o momento, a maioria dos roubos de cobre havia ocorrido fora de Londres, mas a Polícia teme que a atividade dos criminosos no centro da capital aumente nos próximos meses.
 
Além dos já frequentes roubos de grandes bobinas armazenadas em depósitos, os ladrões começaram há algum tempo a "arriscar a vida" para arrancar o cobre dos cabos que percorrem os trilhos, explica o jornal.
"Advertimos em repetidas ocasiões que os cortes de pessoal e, sobretudo, das patrulhas noturnas, comprometeria a segurança no metrô e o transformaria em um cenário perfeito para a delinquência", assinalou Bob Crow, representante do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, Marítimos e dos Transportes (RMT, na sigla em inglês).

Metro dominicano transporta 42 milhões de passageiros

Metro dominicano transporta 42 milhões de passageiros

Santo Domingo, 2 fev (Prensa Latina) A primeira linha do metro de Santo Domingo transportou em seus primeiros dois anos de operações 42 milhões de passageiros.

  A obra, controvertida pela cuantiosa investimento que representa, avança em sua segunda linha.

O engenheiro Leonel Carrasco, subdirector do Escritório para o Reordenamento do Transporte, qualificou de exitoso o comportamento deste médio de transporte que gerou em dois anos 22,7 milhões de dólares, a uma tarifa de 55 centavos de dólar por bilhete.

O engenheiro Carrasco indicou que desde o 2009 até a data, se produziu um aumento do 32 por cento nos que usam este médio de transporte.

Por outra parte, a transportação dessas pessoas significou uma poupança de combustível de origem fóssil, em peças, lubrificantes e outros insumos. Ao mesmo tempo, significou que o número de acidentes é praticamente nulo.

Afirmou que o 95 por cento dos operadores, tanto no posto de comando como quem manejam os comboios são todos dominicanos, e o mesmo sucede na construção da segunda linha.


Santo Domingo, 2 fev (Prensa Latina) A primeira linha do metro de Santo Domingo transportou em seus primeiros dois anos de operações 42 milhões de passageiros.

  A obra, controvertida pela cuantiosa investimento que representa, avança em sua segunda linha.

O engenheiro Leonel Carrasco, subdirector do Escritório para o Reordenamento do Transporte, qualificou de exitoso o comportamento deste médio de transporte que gerou em dois anos 22,7 milhões de dólares, a uma tarifa de 55 centavos de dólar por bilhete.

O engenheiro Carrasco indicou que desde o 2009 até a data, se produziu um aumento do 32 por cento nos que usam este médio de transporte.

Por outra parte, a transportação dessas pessoas significou uma poupança de combustível de origem fóssil, em peças, lubrificantes e outros insumos. Ao mesmo tempo, significou que o número de acidentes é praticamente nulo.

Afirmou que o 95 por cento dos operadores, tanto no posto de comando como quem manejam os comboios são todos dominicanos, e o mesmo sucede na construção da segunda linha.

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=260710&Itemid=1

Metrô de SP amplia horário de funcionamento de duas estações

Ampliação será de meia hora nas estações Vila Prudente e Tamanduateí.
Embarque nessas estações passa a ser tarifado.


tamanduateí (Foto: Ale Vianna/AE)
 
Embarque passará a ser tarifado nas estações
Tamanduateí e Vila Prudente (Foto: Ale Vianna/AE)
 
O horário de funcionamento das estações Vila Prudente e Tamanduateí, na Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, será ampliado em meia hora a partir de sábado (5). O embarque nas duas estações passa a ser realizado das 8h às 17h. Atualmente, ele é feito das 8h30 às 17h.

Segundo o Metrô, a medida beneficiará os usuários que precisam chegar à Avenida Paulista ou à região central da cidade antes das 9h, principalmente os que embarcam nas estações da CPTM na região do ABC. A área é servida pela Linha 10-Turquesa, da CPTM, e muitos usuários fazem integração gratuita na estação Tamanduateí, na Linha 2-Verde do Metrô, para chegar à Paulista.

Outra mudança é que o embarque nas estações Vila Prudente e Tamanduateí passará a ser tarifado. Com isso, a companhia quer evitar a necessidade do usuário de desembarcar na Estação Sacomã de Metrô para pagar a tarifa e prosseguir a viagem pela Linha 2-Verde

Liberados R$ 3 milhões para recarregar cartões

Estudantes já cadastrados podem fazer procedimento nos postos da Fácil. Solução é apenas emergencial e governo pretende avaliar legislação em vigor


A recarga do Passe Livre foi liberada hoje, ao meio-dia. O GDF repassou R$ 3 milhões para atender mais de 165 mil alunos que recebem o benefício de todo o Distrito Federal. O anúncio foi feito na tarde de ontem, pelo diretor-geral do DFTrans, Marco Antônio Campanella. A solução é emergencial, apenas para resolver o impasse que impede a recarga das viagens do cartão Fácil desde o início do ano, e outras medidas devem ser tomadas pelo governo para impedir que o problema volte a ocorrer.

Segundo Campanella, na segunda-feira (7), os 23 postos do DFTrans começarão a cadastrar, com a ajuda de soldados e cabos do Exército e do Corpo de Bombeiros, novos alunos e aqueles que mudaram de escola e de endereço. A princípio, todos os estudantes serão beneficiados. A empresa Fácil, responsável por administrar o sistema, recarregará no ato da apresentação do cartão, sem a necessidade da apresentação do cartão de frequência escolar. O limite é de 54 viagens não acumulativas.

O diretor afirma que o impasse na recarga dos cartões poderia ter sido evitado caso o governo passado tivesse regulamentado a lei que prevê como deve ser o funcionamento dos serviços da empresa terceirizada. Como já era previsto, o GDF passa a custear um terço das viagens, enquanto o sistema de transporte absorverá os outros dois terços. Campanella disse que a passagem do sistema público não deverá sofrer alterações, mas não informou como o problema será evitado.

Para uma solução definitiva a legislação deve passar por uma avaliação. Além disso, a Secretaria de Transporte (Setrans) estuda a possibilidade de as secretarias das escolas passarem a se responsabilizar pelo envio da frequência dos alunos. A partir de então, o benefício será creditado de forma automática nos cartões dos estudantes do DF.


Cadastramento começa na segunda-feira – Já os novos alunos terão que passar por alguns passos, até a conclusão do processo, para receber o Passe Livre. Na página da Fácil eles preencherão um formulário que deverá ser impresso e entregue em um dos 23 postos montados pelo DFTrans. No prazo de até cinco dias os cadastros serão enviados para a Fácil, que em um prazo de cinco dias – totalizando dez dias – passa a recarregar os cartões dos novos beneficiados.

Os novos alunos cadastrados poderão comparecer nas administrações regionais, postos do Na Hora, em 11 estações de metrô, regionais de ensino e na sede do DFtrans, que fica na Rodoviária, munidos de identidade, CPF, duas fotos 3x4, declaração de escolaridade que comprovem curso com carga horária superior a 200 horas por ano de instituição reconhecida pelo MEC ou pela Secretaria de Educação e comprovante de residência dos últimos três meses.


http://www.maiscomunidade.com/conteudo/2008-05-19/brasilia/86296/LIBERADOS-R-3-MILHOES-PARA-RECARREGAR-CARTOES.pnhtml

Corredores de ônibus de SP são mal avaliados, mostra pesquisa


São Paulo – Para moradores da região metropolitana de São Paulo, os corredores de ônibus pioraram entre 2009 e 2010. O percentual que avalia de forma ruim o estado em que essas vias encontram-se subiu de 21% para 23%, enquanto o índice de excelente ou bom caiu de 58% para 52%. Os dados são de uma pesquisa encomendada pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e realizada em novembro.

Os entrevistados tinham idade mínima de 16 anos e obrigatoriamente deveriam ter usado ônibus, metrô ou trens ao menos uma vez nos três meses anteriores ao levantamento. Foram ouvidas 1.036 pessoas que vivem na capital e 1.034 que moram nas cidades que compõem a região metropolitana.

Metrô e CPTM

Segundo o levantamento, o metrô continua sendo o meio de transporte com a melhor avaliação. Em 2010, 84% achavam o serviço excelente ou bom. A avaliação das linhas permaneceu estável, exceto no caso da linha 2 verde, que percorre a avenida Paulista, cuja aprovação diminuiu de 88% para 84%.

A aprovação dos trens da CPTM aumentou de 50% para 54%. A única linha em que houve queda na satisfação foi a 9-Esmeralda, que faz o trajeto Osasco-Grajaú, de 67% para 62%.

Ônibus

Os ônibus municipais foram considerados bons ou excelelentes por 59% dos entrevistados, uma melhora de nove pontos percentuais ante 2009. A mesma melhora ocorreu com os micro-ônibus, que passaram de 51% para 58%.

Os entrevistados também foram questionados sobre os aspectos ruins e bons dos meios de transportes. Para 46%, a lotação dos veículos é o maior problema. A rapidez foi citada por 45% como ponto positivo.
A conclusão da pesquisa é de que a população percebe os esforços que estão sendo feitos para melhorar os transportes na região metropolitana, porém nota que eles ainda precisam funcionar melhor, ter mais conforto e disponibilidade.



Cinzas de português são espalhadas em metrô da Times Square

No último sábado (29), amigos e familiares do jornalista e colunista social Carlos Castro, 65 anos, espalharam suas cinzas em uma estação do metrô na Times Square, no centro de Manhattan (NY). As irmãs de Castro, Fernanda e Maria Elena Castro, viajaram de Portugal especialmente para participar da cerimônia de homenagem realizada na Broadway, segundo do diário New York Daily News.

Fernanda e Maria Elena disseram que este era o desejo do jornalista e receberam permissão do órgão competente para espalharem as cinzas do irmão na West 44th Street, na esquina da Broadway. As cinzas foram espalhadas através de uma grade localizada sobre os trilhos do metrô na calçada. A morada eterna do jornalista fica localizada a poucos quarteirões do hotel Inter Continental Times Square, onde seu cadáver castrado e apresentando lacerações foi descoberto em 7 de janeiro.

Seu companheiro, o modelo português Renato Seabra, 20 anos, permanece detido e se encontra no Hospital Bellevue sob observação psiquiátrica. Na terça-feira (1), foi dado início ao julgamento pelo assassinato de Carlos Castro.

Durante seu primeiro comparecimento à Corte, em 14 de janeiro, promotores públicos disseram que Renato Seabra pisou tão forte no rosto do jornalista que deixou marcas de sola de sapato na pele da vítima.
Bastante perturbado, Seabra, cuja família alega ser heterossexual, supostamente disse à polícia que castrou o jornalista na tentativa de “libertá-lo de sua homossexualidade”. Castro era um defensor público dos direitos dos gays em Portugal.

Familiares e amigos realizaram o velório de Carlos Castro no município de Newark (NJ), onde se concentra a comunidade de língua portuguesa em New Jersey, antes da cerimônia com as cinzas, segundo o diário New York Post.  

http://www.brazilianvoice.com/bv_noticias/bv_comunidade/40858-Cinzas-portugus-espalhadas-metr-Times-Square.html

Confira como vai ficar a Linha 4 do metrô do Rio

Simulação mostra ponte que será construída sobre a Lagoa da Tijuca


A Secretaria Estadual de Transportes divulgou nesta quinta-feira (3) um vídeo que mostra uma simulação de como ficará a Linha 4 do metrô, que vai ligar Ipanema à Barra da Tijuca.

Nas imagens aparece a ponte que será construída sobre a Lagoa da Tijuca, próximo ao Jardim Oceânico.

As escavações do túnel da nova linha do metrô começaram em janeiro deste ano. O projeto, orçado em R$ 4 bilhões, tem previsão de conclusão para dezembro de 2015.

Ao todo, a Linha 4 terá seis estações, passando ainda pelos bairros de São Conrado, Gávea, Leblon e Ipanema. De acordo com o governo estadual, com a extensão até a Barra da Tijuca, o metrô do Rio terá capacidade para transportar mais 230 mil passageiros diariamente.

VÍDEO -> http://www.youtube.com/watch?v=g_EOCDquqpk&feature=player_embedded#

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/confira+como+vai+ficar+a+linha+4+do+metro+do+rio/n1237982673193.html

Um jeito bom de viajar por São Paulo

Projeto de trem paulista ganha prêmio
do Ministério do Turismo


Um jeito bom de viajar por São Paulo
“Quando o funcionário trilou o apito, eu me emocionei ao relembrar os momentos felizes da minha infância nos anos 60”. Essas são lembranças do professor universitário, José Roberto Coppi, registradas no diário de bordo do Expresso Turístico – trem em operação na Região Metropolitana de São Paulo, desde 2009.

O projeto, desenvolvido pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos de São Paulo e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), foi premiado pelo Ministério do Turismo (MTur), entre as capitais brasileiras, na categoria “acesso”. O trem turístico conta com três roteiros distintos, partindo da Estação da Luz, na capital paulista, com destino aos municípios de Jundiaí, Mogi das Cruzes e Paranapiacaba.

Em cada destino, a viagem ferroviária é complementada por roteiros rodoviários ou a pé. Em Jundiaí e Mogi das Cruzes, ônibus são utilizados como alternativas de acesso às atrações culturais – museus e igrejas –, rurais (produção de frutas e orquídeas) e ecológicas, como as caminhadas pela Serra do Japi, em Jundiaí, e os parques de Mogi das Cruzes.

Em Paranapiacaba, o roteiro é complementado por caminhadas a pé pela vila. Na segunda fase, o projeto contemplará os roteiros Luz-São Roque, Luz-Pindamonhangaba-Campos do Jordão, Luz-Aparecida e Jundiaí-Luz.

Para melhor atender o turista, foram treinados monitores que descrevem, ao longo da viagem, os pontos turísticos relevantes. Os funcionários da empresa também foram qualificados como chefes de trem para dar assistência aos passageiros.

“O objetivo foi criar um serviço voltado para o turismo, com ênfase na divulgação dos atrativos históricos, culturais e ambientais existentes ao longo do percurso e nos destinos. E, ainda, beneficiar os moradores e visitantes da cidade de São Paulo e região, que contam com uma alternativa de programação turística”, ressalta o presidente da CTPM, Sérgio Henrique Avelleda.

Por meio do turismo, o projeto pretende, ainda, fortalecer o turismo regional, gerar emprego, dinamizar e qualificar os pontos turísticos e serviços e fortalecer a imagem do transporte ferroviário como opção para deslocamentos de longo percurso.

Segunda a CPTM, desde o início da operação, em abril de 2009, o Expresso Turístico já transportou quase 20 mil passageiros. O índice de aprovação dos passageiros é superior a 90%. Além disso, quem deseja fazer o passeio deve se programar, pois os bilhetes esgotam-se de dois a três meses antes das viagens.

Passageiros avaliam que transporte público melhorou em SP, diz pesquisa

ANTP ouviu mais de 3 mil pessoas sobre serviço de metrô, trem e ônibus.


Ônibus foram considerados bons ou excelentes por 59% dos entrevistados


A Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) fez uma pesquisa para saber o que os passageiros acham do serviço prestado por metrô, trem e ônibus na capital paulista e na Grande São Paulo. Mais de 3 mil pessoas foram ouvidas. E a maioria avaliou que o transporte melhorou desde o ano passado. Serviços como os ônibus da capital e o metrô foram considerados bons ou excelentes por pelo menos seis em cada 10 entrevistados. A pior reclamação foi sobre a lotação no transporte público.

Não são poucas as reclamações de quem anda de ônibus todo dia. "Lotado, os ônibus continuam a mesma coisa. Para mim não mudou praticamente nada", disse um usuário. "Ainda mais agora que aumentou podia melhorar o serviço para acompanhar o valor do aumento", completou uma passageira. Mas quem utiliza o transporte destaca o que considera positivo. “Agora eu acho que está bem melhor porque tem mais ônibus nas linhas", afirmou outra usuária.

Os passageiros disseram que o transporte melhorou, mas que ainda é insatisfatório. 70% das pessoas que responderam a pesquisa acham que, no futuro, o transporte vai melhorar. Os ônibus municipais da capital foram considerados bons ou excelentes por 59% dos entrevistados. Em 2009, o índice era de 50%. Mas quanto à avaliação dos corredores de ônibus, a situação piorou: o índice de aprovação caiu de 58% para 53%.

A pesquisa mostrou que o metrô é o meio de transporte mais bem avaliado pela população. Em 2009, 82% achavam o serviço bom ou excelente. Em 2010, esse índice foi para 84%. Mas, isoladamente, a aprovação da Linha Verde, que cruza a Avenida Paulista, piorou: era de 88% e foi a 84%. A aprovação dos trens da CPTM também aumentou: foi de 50% para 54%.

Quem tem carro diz que usaria o transporte público se a qualidade do serviço fosse melhor. Dois terços dos passageiros passam mais de duas horas por dia dentro do transporte público. Uma reclamação comum foi o preço da passagem de ônibus. E a pesquisa foi realizada antes do reajuste da passagem, de R$ 2,70 para R$ 3.

Dados da pesquisa "Imagem dos Transportes Públicos na Região Metropolitana de São Paulo":

Metrô84% avaliam o serviço como excelente/bom. Em 2009, a aprovação era de 82%
Linhas do MetrôLinha 5 – Lilás: avaliação positiva cresceu de 86% em 2009 para 90% em 2010
Linha 2 – Verde: foi avaliada como excelente/boa por 84% dos entrevistados, contra 88% na edição passada.
Linha 1 - Azul: em 2010, 85% dos entrevistados consideraram excelente/boa, mesmo percentual de 2009.
Linha 3 – Vermelha: registrou percentual de excelente/bom de 73% contra 74% em 2009.
ÔnibusForam considerados bons ou excelentes por 59% dos entrevistados, contra 50% em 2009.
 
Corredores de ônibusÍndice de aprovação caiu de 58% para 53%.
CPTMAprovação dos trens aumentou de 50% para 54%.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/passageiros-avaliam-que-transporte-publico-melhorou-em-sp-diz-pesquisa.html

Metrô de Teresina deverá transportar 40 mil pessoas por dia

Idealizado pelo engenheiro Alberto Silva, o Trem de Prata passa pelos últimos reparos. O Governo do Estado, através da Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP), vai entregar o veículo para a população na primeira quinzena de março.

O trem é moderno, possui sistema de ar-condicionado reforçado para o calor de Teresina, motor Scania, frente nova de aço, paineis e janelas com maior resistência a degradações e revestimento em alumínio composto, câmeras e sistema de som.

Responsável pela empresa que faz a reforma dos trens da CMTP, o engenheiro Mário Brígido explica que a durabilidade do trem representa uma vantagem econômica na manutenção e na reforma dos trens e dos vagões. “Você tem hoje uma restauração e esse conjunto de trens custou quase o preço de um trem novo, um pequeno trem de duas unidades, uma restauração totalmente voltada para a adequação existente na praça, tanto em termo de mão de obra que foi treinada aqui mesmo como em termo de peças de reposição, a grande maioria das peças que foram colocadas aqui foram pensadas em durabilidades”, disse Brígido.

A previsão da CMTP é de que o Metrô de Teresina possa transportar mais de 40 mil passageiros por dia com os 4 veículos em pleno funcionamento. O número equivale ao transporte feito por 50 ônibus coletivos, o custo também é menor, enquanto no ônibus o valor cobrado na passagem é de R$ 1,90 no metrô é R$ 0,50.

Com apenas um trem em funcionamento, de 6 horas às 20 horas, o Metrô de Teresina transporta 15 mil pessoas por dia. Para o diretor da CMTP, Marcos Silva, quando o projeto de estruturação do transporte ferroviário estiver pronto, o trânsito e o transporte público na capital vão mudar. “Estamos com recursos garantidos para novas estações e nas que já existem estamos fazendo manutenções, vamos adaptá-las para receber dois trens ao mesmo tempo e quando tudo estiver pronto o sistema será o mais eficaz da capital, descongestionaremos o trânsito, será uma nova realidade para nossa população”.

http://45graus.com.br/metro-de-teresina-devera-transportar-40-mil-pessoas-por-dia,geral,76998.html

Maquinista de trem pode fazer refeições durante a viagem

 

 
O trabalhador que exerce a função de maquinista de trem pode ter o tempo concedido para alimentação computado como de trabalho efetivo, quando as refeições forem tomadas em viagens ou nas estações durante as paradas.

Por essa razão, a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso de revista de ex-empregado da Ferrovia Centro Atlântica que pretendia receber diferenças salariais, pois não usufruiu o intervalo intrajornada previsto em lei.

Como esclareceu a relatora do recurso, juíza convocada Maria Doralice Novaes, o artigo 71 da CLT estabelece um intervalo intrajornada, para descanso ou alimentação, de, no mínimo, uma hora, nos casos em que a jornada é superior a seis horas, até o limite de duas horas (salvo se ficar convencionado de forma diferente em instrumento coletivo).

No entanto, existe norma especial para a categoria dos maquinistas de trem no artigo 238, §5º, da CLT, confirmou a relatora. Segundo esse dispositivo, o tempo referente ao intervalo intrajornada é computado na jornada de trabalho do empregado e pode ser inferior a uma hora, o que significa que não existe ilegalidade na fruição da pausa durante a viagem.

O trabalhador alegou que, mesmo que os maquinistas e seus auxiliares se enquadrem em categoria com norma especial, a legislação em vigor (artigo 238, §1º, da CLT) não autoriza a supressão do intervalo mínimo de uma hora para alimentação e repouso.

Mas, segundo a relatora, não ocorreu a violação desse dispositivo como apontado pelo trabalhador. Tampouco houve contrariedade às Orientações Jurisprudenciais nºs 307 e 354 da Seção I de Dissídios Individuais do TST, que tratam da obrigação de pagamento pelo empregador do intervalo intrajornada não concedido ou reduzido em desacordo com a lei, para permitir o exame do mérito do recurso.

Na interpretação da juíza Doralice, o artigo 238, §5º, da CLT autoriza expressamente a contagem do tempo de refeição como de trabalho efetivo, quando as refeições são consumidas nas viagens ou nas estações durante as paradas, e esse tempo pode ser inferior a uma hora, como no caso analisado, em que ficou provado que o empregado tomava as refeições durante as viagens, com a locomotiva em movimento.

Em decisão unânime, a Sétima Turma acompanhou o voto da relatora e não conheceu o recurso de revista do trabalhador. Desse modo, prevaleceu o entendimento do Tribunal do Trabalho mineiro (3ª Região) de negar o pedido de intervalo intrajornada ao empregado.

Fonte: Notícias do TST
http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=40034
SÃO PAULO - A pouco mais de dois meses da entrega das propostas para o trem-bala entre Campinas, São Paulo e Rio, as negociações voltam a esquentar entre as empresas. Embora não seja certeza de que vão participar da disputa, as construtoras estão fazendo todos os estudos para analisar a viabilidade do projeto, de R$ 33 bilhões. Além disso, várias conversas foram iniciadas com possíveis parceiros, nacionais e estrangeiros.

"Todo mundo está procurando todo mundo", afirmou uma fonte que estuda o empreendimento. Os contatos mais recorrentes têm sido com os fabricantes de equipamentos existentes no mundo, como franceses, espanhóis e canadenses, que vão transferir a tecnologia para o Brasil. Mas também tem havido conversas com empresas que estavam fora do processo do Trem de Alta Velocidade (TAV) até o ano passado.

O grupo de 16 companhias lideradas pela Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), por exemplo, está em contato com a chinesa CCCC (China Communications Construction Company).

A conversa está sendo intermediada pelo embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi. A CCCC é dona de uma empresa que participa de consórcios no Brasil na dragagem dos portos - um deles o de Santos. Além desses contatos, o presidente da Apeop, Luciano Amadio, conta que tem uma reunião marcada dia 9 no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para falar sobre as condições de financiamento do projeto. Em seguida, o executivo pretende falar com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) - ainda sem audiência marcada.

Ele explica que, ao contrário da primeira data para entrega das propostas, hoje já é possível conhecer os principais problemas do trem-bala, como alguns erros no trajeto. Além disso, o grupo já tem alguns orçamentos. "Com esses primeiros dados em mãos, vejo que precisa haver algumas alterações no projeto." Essa também era a reivindicação das grandes construtoras, que até o ano passado não estavam muito interessadas no TAV. "Hoje a situação mudou.

As construtoras estão mais interessadas, comparadas ao segundo semestre do ano passado. Mas ainda não dá para garantir que elas vão participar", diz uma fonte


Site lista cinco motivos para não comprar um iPad


O iPad, da Apple, chegou ao mercado em 2010 e inaugurou uma nova sensação para os amantes da marca e da tecnologia: os tablets. Estima-se que o número de aparelhos vendidos chegue perto da casa dos 7,5 milhões em todo o mundo, o que representa cerca de 90% de todos os tablets comercializados desde meados de 2010.

Em meio a rumores do lançamento do iPad 2, em fevereiro de 2011, o site Huffington Post resolveu entrar na contramão deste movimento e listou cinco motivos para ninguém gastar o dinheiro no tablet da Apple.

Confira a lista abaixo.

iPad 2 está chegando

Segundo o site Gizmodo, em relação ao iPod, a cada setembro, a Apple produz uma nova geração do aparelho - mesmo que as mudanças não sejam significativas. O mesmo acontece com o iPhone, portém a cada junho. O mesmo pensamento pode ser aplicado ao iPad. O primeiro modelo foi anunciado em janeiro de 2010 e chegou às lojas em abril de 2010. Em outras palavras: talvez seja mais inteligente esperar a chegada do novo tablet para, aí sim, julgar se a compra será pertinente.

A chegada do Android 3.0 Honeycomb

O novo sistema operacional para dispositivos móveis do Google tem criado bastante burburinho nos bastidores da tecnologia devido às avançadas especificações técnicas. Ele será de uso exclusivo para tablets, com uso de plataformas abertas. Estes dois benefícios não seriam desfrutados por usuários de iPad - já que a Apple é conhecida por controlar ferrenhamente todos os softwares de seus produtos. Além disso, o Android 3.0 é compatível com flash, o que não acontece com um iPad.

iPad não possui câmera

Diferentemente da maior parte dos tablets lançados em 2010 depois do iPad, o da Apple não possui câmera. Não há motivo para gastar dinheiro em um aparelho que não tem uma funcionalidade que até os celulares não tão avançados possuem.

O tamanho do tablet da Apple

A empresa do Steve Jobs é conhecida pelo seus detalhes minimalistas. O iPad, no entanto, é uma exceção. Para quem procura mais portabilidade, o iPad é grande, com uma tela de quase 10 polegadas. Na época do lançamento, Jobs afirmou que uma aparelho com uma tela menor tornaria difícil a criação de aplicativos interessantes. Os tablets da Dell e da Samsung, por exemplo, ambos com telas de 7 polegadas, vieram para provar que a Apple não tinha razão.

Não tem 4G

Há rumores de que um novo modelo de iPad possa conter a tecnologia 4G. O fato é que a versão atual, disponível para compra, não possui. Ele está disponível apenas com Wi-Fi e Wi-Fi 3G. A tecnologia 4G é uma das novas tendências da tecnologia, principalmente para quem procura por eficiência e rapidez de conexão. Outros tablets, como o PlayBook da BlackBerry, possuem a função. Na opinião do site, seria uma compra mais bem feita.

http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4926631-EI12882,00-Site+lista+cinco+motivos+para+nao+comprar+um+iPad.html

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